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Noticias - Sorriso 40 Anos

A história de Sorriso contada pela sua gente

Publicado em 30 de Setembro de 2025 ás 09:16

Pessoas que viveram a cidade, que presenciaram a história acontecendo, que partilharam seu conhecimento, sua força e sua fé com esse chão. Esses são os personagens principais da história que a Fator MT vai contar sobre os 40 anos de Sorriso: uma celebração à Nossa Gente

No dia 13 de maio de 2026, Sorriso, no Norte de Mato Grosso, vai completar 40 anos de emancipação. São 4 décadas como município e outros 20 anos de existência pregressa. É uma história densa e rica que merece ser muito bem contata.

É por isso que no dia 10 de outubro de 2025, a Fator MT lança oficialmente o projeto Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente. A partir de agora até o aniversário do município a Fator MT fará publicações periódicas na internet e redes sociais com um conteúdo especial, produzido para celebrar e imortalizar a memória da cidade de Sorriso.

O projeto já vem sendo desenvolvido desde janeiro desse ano. Trata-se de um trabalho robusto, multiplataforma, que utiliza diferentes recursos da comunicação para registrar e propagar a história de Sorriso. Ferramentas empregadas em uma missão: Conhecer e Preservar a história de quem ajudou a construir essa cidade.

Ao longo do projeto a Fator MT vai produzir 100 biografias de pessoas, empresas e entidades que atuaram na história de Sorriso ao longo desses mais de 40 anos. O pioneirismo dos desbravadores dos anos 60, 70 e 80 serão enaltecidos pelo projeto. Mas também será registrada a memória dos desbravadores modernos, que nas décadas seguintes apostaram em Sorriso, multiplicando progresso e atingindo o atual patamar, que inspira o Brasil pelo seu ligeiro desenvolvimento.

As biografias começam a ser publicadas na internet, no site da Fator MT, distribuídas através das redes sociais. Além da versão em texto, também são produzidos vídeo biografias, com as pessoas contando sua história e compartilhando experiências. Todo esse material estará organizado em uma linha do tempo no Museu Virtual, elaborado pela Fator MT, que traz os principais acontecimentos da História de Sorriso ano a ano.

O conteúdo do Museu Virtual é resultado de uma ampla pesquisa da equipe da Fator MT, que contou com a curadoria de Maria Amélia de Souza Rossi, coordenadora do Centro Histórico- Cultural Benjamim Raiser, de Sorriso. No Centro Histórico, o Museu Virtual ganhou materialidade. Um espaço do museu municipal foi aberto para receber o projeto da Fator MT. Essa exposição permanente conta com um painel com 8 cenas, que retratam Sorriso em diferentes épocas. Abaixo de cada cena, um objeto correspondente àquela década estará exposto. Esses itens preservados pelo Museu do município foram de fato utilizados por alguém que viveu em Sorriso. No centro desse painel, um monitor apresentará o Museu Virtual, com a linha do tempo interativa.

As duas telas com as cenas que remontam as décadas 60, 70, 80, 90, 2000, 2010, 2020 e preparam a década de 2030, são obras elaboradas por Vera Algayer – uma reconhecida artista plástica de Sorriso. Também é da Vera Algayer a obra “O Homem Grato”, especialmente concebida para o projeto Sorriso 40 Anos a História de Nossa Gente, sendo a imagem de referência que apresenta o trabalho.

Essa tela produzida por Vera ilustrará o Box dos livros com a história de Sorriso. Todas as 100 biografias serão reunidas em exemplares impressos, organizados na ordem cronológica em que as pessoas, empresas ou entidades chegaram em Sorriso. A entrega dos livros com as histórias de quem fez Sorriso será no final do projeto.

Nesse dia especial, um grande evento será realizado, fechando o projeto com uma celebração. As pessoas que tiveram suas histórias registradas receberão os livros e uma medalha comemorativa de Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente. A medalha traz em seu cunho “O Homem Grato”, obra da artista Vera Algayer.

Luciano Monteiro, diretor da Fator MT, explica que o projeto tem como missão colaborar com a memória histórica de Sorriso, resgatando, registrando e preservando as experiências vividas por quem ajudou a construir esse lugar. “Nossa experiência com esse tipo de trabalho nos mostrou que muitas pessoas tem uma história que merece ser contada. Redescobrir essas memórias de quem viveu Sorriso é a forma mais fácil de compreender porque essa cidade é do jeito que é. Nas diferentes décadas houveram pessoas que com suas ações foram determinantes para traçar os rumos dessa sociedade e mirar novos objetivos. O melhor jeito de conhecer uma cidade é descobrindo a história das pessoas”, avalia Luciano.

 

Em 2024, a Fator MT realizou um projeto similar alusivo aos 50 anos de Sinop. O modelo testado, aprovado e melhorado agora é apresentado para Sorriso, que acolheu com muito apreço a iniciativa. “A História de Nossa Gente” já faz parte do calendário cultural oficial do município.

As pessoas interessadas em participar do projeto podem procurar a Fator MT. A partir desta semana, o Museu Virtual de Sorriso estará no ar, no site www.fatormt.com.br. A cada semana, novas histórias da “Nossa Gente” serão publicadas e distribuídas nas redes sociais. A primeira será da família de Benjamin Raiser, que se estabeleceu na região que ainda viria a se chamar Sorriso no ano de 1973. É uma figura histórica do município, sendo um dos primeiros a abrir essa nova terra.

Minha vida daria um livro

Muitas pessoas costumam dizer que suas vidas dariam um livro. Com o projeto Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente, esse desejo será realizado.

A coleção de livros irá reunir 100 biografias de pessoas, empresas e entidades que foram ativas na história local. Uma equipe de especialistas montada pela Fator MT trabalha nessa obra. Mas o principal nome na produção desses textos é uma jornalista que vive Sorriso. Uma filha da roça, uma contadora de histórias, uma professora e uma filosofa. Essas são algumas das valências de Cláudia Lazarotto, a autora dos Livros Sorriso 40 Anos.

Cláudia nasceu no interior de Santa Catarina, em um lugar chamado Descanso. Cresceu com a família no distrito de Santa Helena, entrelaçada no abate de bovinos e suínos, laboro dos seus pais. O gosto por contar histórias levou a cursar jornalismo. Para tal precisava sair de casa, mas ficou pela região. Iniciou a formação em uma faculdade de Chapecó (SC) e logo depois uma pós graduação em Línguas e Linguagens. Durante uma internação hospitalar foi provocada por um professor a escrever um artigo. Tal produção foi seu ingresso no mestrado de Filosofia, em Santa Maria (RS).

Quando concluiu a pós, Cláudia voltou ao ofício no abatedouro em Santa Helena. De dia, o trabalho que enche estômagos. À noite, as mentes, como professora em uma faculdade da região. Seu mestrado foi concluído em 2009. Nessa época ela atuava como professora do curso de Jornalismo, no Senac e no “chão de fábrica” do abate.

Suas aspirações de trabalhar como jornalista a trouxeram a Sinop em dezembro de 2009, migração que contou com a barganha de um antigo colega de faculdade que se erradicou no Mato Grosso. No Sinop passou atuar como assessora de imprensa na Prefeitura Municipal e também como professora da Faculdade Fasipe. Em 2011 Cláudia foi aprovada no concurso para jornalista da prefeitura de Sorriso e assumiu a vaga em julho de 2013, quando fixou residência no município.

Há mais de 12 anos atuando como jornalista da prefeitura de Sorriso, Cláudia já vivenciou diferentes momentos do município, envolvendo-se na sociedade local para saber como melhor comunicar. Essa experiência adquirida e seu conhecimento local, atrelado ao largo currículo acadêmico, fazem de Cláudia a profissional ideal para escrever o livro de 40 Anos de Sorriso. Trabalho que ela vem fazendo desde junho de 2025. “Tenho vivenciado histórias extraordinárias, de superação e de persistência em meio à epopeia de construir uma cidade. Histórias de quem buscou um lugar ao sol para criar as raízes de seus próprios sonhos”, comentou a autora.

Para Cláudia, cada nova entrevista é uma oportunidade de descobrir outro lugar, conhecer a força motivadora daquela pessoa e partilhar das suas dores e alegrias. “Tudo precisa ser conduzido com muito respeito e delicadeza. São muitos relatos e vozes que se somam. Há quem veio e diante das dificuldades pensou em retornar e há quem veio preparado para uma grande expedição e entendeu cada dia como um novo início. Vejo a dificuldade e também a beleza de quem esteve presente desde os primeiros dias. Percebo a luta de quem acabou de chegar e busca criar um roteiro próprio. Tem sido um projeto desafiador – são longas horas de conversas para transformar em palavras a vida de outros. Mas tem sido um projeto lindo de realizar. Tenho o privilégio de ouvir histórias incríveis, conhecer pessoas únicas”, revelou a autora. 

As histórias resgatadas e registradas por Cláudia estarão “embaladas” com arte. Os 4 volumes serão unidos em um box, que terá a capa ilustrada com uma arte de Vera Algayer.

Cláudia Lazarotto, a autora dos Livros Sorriso 40 Anos.

Resgatando a arte

Nos prédios públicos, em escritórios, consultórios e empresas de Sorriso é comum ter o olhar ligeiramente capturado por uma vistosa tela de tinta óleo. Ao olhar para o canto, em busca do dono daquele traço, um nome aparece com muita frequência: Vera Algayer.

As obras dessa artista plástica enriquecem diversos logradouros da cidade. São muitos anos vivendo a arte. Vera nasceu no interior de Santa Catarina, em um lugar chamado Saudades. Em 1978, quando tinha 13 anos sua família migrou para Sinop, se bem-aventurando pelo Mato Grosso. Era uma criança que sempre gostou de desenhar e aos 15 anos de idade, fez sua primeira tela. Com o tempo se reconheceu como artista, tornando sua principal atividade. No ano 2000, mudou-se para Sorriso, onde encontrou mercado e inspiração. Entre 1989 e 2010, a arte de Vera esteve presente em 22 exposições individuais e coletivas, recebendo menções honrosas da Academia Nacional de Artes Plásticas. Seus quadros hoje ocupam paredes na Itália, USA, Japão, Alemanha e em diversos estados brasileiros. Mas a arte cobrou um preço.

Há 10 anos Vera decidiu encerrar a sua carreira de artista. Longas horas de exposição aos químicos que eram sua ferramenta de trabalho fizeram a pintora desenvolver uma intolerância ao cheiro das tintas e solventes. Vera se reinventou, foi atuar em outros campos. Por mais de uma década, nenhuma tela foi pintada por ela. Até 2025.

Sabendo da relevância local, a Fator MT procurou Vera para produzir uma tela que ilustraria o box da coleção de livros dos 40 anos de Sorriso: A História de Nossa Gente. O projeto tocou Vera, que decidiu abrir uma exceção e pintar um último quadro. “Pegou no meu ponto fraco. Me sinto parte da História de Sorriso e sou muito grata a tudo que vivi aqui. Quando Luciano me chamou para o projeto, lembrei de mim, de quando cheguei em Sorriso e como cresci como artista retratando esse lugar”, revelou Vera.

Usando uma máscara especial, a artista regressou ao seu ateliê e empunhou pela última vez seus pinceis. Como em um lampejo, Vera concebeu o “Homem Grato”, sua mais recente tela. A imagem impactante de um homem de joelhos, ao mesmo tempo agradecido e cintilante pela conquista alcançada, retrata um sentimento coletivo de quem dedicou seu suor à terra. A composição de Vera traz os diferentes elementos de Sorriso, como a agricultura, a natureza e o progresso. “A inspiração veio para mim muito rápido. E rapidamente se materializou na tela. Para mim foi uma experiência pessoal dupla. Descobri que ainda sou artista. Estava em outra vida e esse trabalho me fez relembrar e reviver o meu passado. Gostei disso”, comenta a artista.

Vera gostou tanto que aceitou um segundo pedido da Fator MT. Quando o projeto Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente recebeu um espaço para uma exposição permanente no Museu Local, Vera foi novamente convidada a colaborar com sua arte. Ela aceitou pintar mais dois murais, com 8 cenas, que retratam as diferentes momentos da história de Sorriso. “Na arte, colocamos amor e sentimento e isso fica como legado. Acho que isso está na essência de Sorriso”, avalia.

Assim, a história de Sorriso contada pela Fator MT terá texto, imagem, som, tinta e relevância.

Vera Algayer

 

Como o projeto foi recebido?

“São 40 anos do município de Sorriso e aqui tem muitas conquistas e muitas glórias. Existe um passado, de quem construiu e quem fez. Essas 100 famílias que construíram essa história estarão sendo homenageadas nessa biografia grandiosa, que vai cravar o marco e contar a história da conquista do Cerrado e do desenvolvimento dessa região. Quero parabenizar do fundo do coração a equipe da Fator MT, contando a história da nossa gente, para ficar registrado para sempre, na memória das pessoas, quem trouxe Sorriso até aqui”

Alei Fernandes – prefeito de Sorriso

 

“Como gestora pública da cultura, testemunhamos no projeto ‘Sorriso 40 Anos’ a mais perfeita sinergia entre memória e inovação, transformando a épica jornada de nossas 100 famílias pioneiras em um legado digital e literário de valor inestimável. Esta iniciativa, ao catalogar em documentários e uma grandiosa obra impressa as lutas e triunfos que forjaram a Capital Nacional do Agronegócio, garante que a semente plantada no cerrado floresça como identidade perene para todas as gerações. Levar essa história para a palma da mão de nossas crianças e jovens, através de um Museu Virtual com QR Code, é democratizar o acesso à nossa própria alma. Nossa gratidão eterna à visionária Editora e Produtora Fator MT e às famílias patrocinadoras, cujo compromisso transforma o passado de superação em um farol inspirador para o futuro de Sorriso e do mundo”.

Marisa de Fátima dos Santos Netto - Secretária Municipal de Cultura

 

“Em um exercício notável de salvaguarda da memória, o projeto ‘Sorriso 40 Anos’ materializa em documentários e uma coleção literária a gênese desta potência agroalimentar, convertendo a diáspora sulista e a ocupação do cerrado em patrimônio documental. Esta iniciativa exemplar da economia criativa não apenas cataloga, mas dinamiza o acesso ao legado fundador através de um Museu Virtual, assegurando que a epopeia das 100 famílias pioneiras transcenda o arquivo e dialogue com as novas gerações em sua própria linguagem digital. Presto meus profundos agradecimentos à curadoria visionária da Editora Fator MT e ao mecenato das famílias patrocinadoras, cujo compromisso com a cultura local transforma narrativas de resistência em alicerce identitário permanente para Sorriso e referência para o mundo”.

Francisco Guimarães Ferreira Cordeiro - Secretário Adjunto de Cultura

 

“O Centro Histórico-Cultural Benjamin Raiser, em parceria com a Fator MT, deu vida ao Museu Virtual de Sorriso, um espaço onde a memória da cidade ganha novas formas de ser contada e compartilhada. Ali, cada documento, imagem e relato se transforma em ponte entre passado e presente, permitindo que todos — moradores, visitantes e pesquisadores — possamos nos aproximar da essência da nossa história.

Mais do que preservar fatos, o museu celebra a identidade sorrisense, feita de conquistas, desafios e sonhos coletivos. É um convite para que cada geração conheça e reconheça suas raízes, fortalecendo o sentimento de pertencimento e orgulho. Assim, o Museu Virtual garante que a história de Sorriso siga viva, pulsante e acessível a todos, em qualquer tempo e lugar”.

Maria Amélia de Souza Rossi – coordenadora do Centro Histórico-Cultural Benjamin Raiser.

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Benjamin e Catharina Raizer: o casal que sonhava com Chapada e fincou raízes em Sorriso

Publicado em 14 de Outubro de 2025 ás 18:24

A Fator MT lança a primeira biografia do projeto “Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente”, inaugurando a Linha do Tempo Virtual. Serão 100 histórias, da década de 1970 aos dias atuais, que juntas revelam a identidade do povo sorrisense.

A Fator MT acaba de publicar a primeira biografia oficial do projeto “Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente”, marcando o início de uma série de 100 histórias em texto, vídeo e fotografia que serão divulgadas até maio de 2026, quando o município completará 40 anos de emancipação política.

A estreia da Linha do Tempo Virtual de Sorriso apresenta a trajetória de Benjamin e Catharina Raizer, um casal cuja jornada simboliza o espírito pioneiro, a fé e a coragem que deram origem à comunidade que floresceu no Norte de Mato Grosso.

Nascido em Garibaldi (RS), em 1905, Benjamin Raizer era filho de imigrantes alemães e cresceu habituado ao trabalho na agricultura. Casou-se em 1928 com Catharina Doneda, descendente de italianos, com quem construiu uma grande família com 12 filhos. Juntos, o casal desbravou os três estados do Sul — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — sempre movidos pela busca por novas terras e oportunidades.

Na década de 1970, Benjamin ouviu falar das terras férteis do então longínquo Mato Grosso, abertas pelo Programa de Integração Nacional (PIN), que conectava o país pela BR-163. Seu sonho inicial era se estabelecer em Chapada dos Guimarães, mas o destino o levou mais ao norte, onde adquiriu terras que se tornariam parte do território onde hoje está Sorriso.

Em 1973, Benjamin enviou o filho Ivo Raizer e o genro Nelson Francio para desbravar as áreas recém-compradas. A decisão marcou o início da presença definitiva da família Raizer no Centro-Oeste, em uma época em que o acesso era feito por estradas de terra e a sobrevivência dependia de força, fé e trabalho coletivo.

Em 1985, já com 80 anos, Benjamin e Catharina decidiram mudar-se de vez para Mato Grosso, deixando para trás décadas de vida no Sul. Aqui, celebraram as Bodas de Ouro e de Diamante, cercados de filhos, netos e amigos — testemunhando o nascimento e o crescimento de uma nova cidade no meio do cerrado.

Benjamin ficou conhecido por sua palavra firme, generosidade e espírito comunitário. Gostava de conversar, contar histórias e ajudar quem precisasse, fosse com um empréstimo, um conselho ou um simples aperto de mão — que para ele valia mais do que qualquer papel assinado.

Faleceu em 1999, aos 94 anos, e Catharina em 2006, ambos sepultados em Sorriso, no local escolhido por ele próprio, onde até hoje flores e gramado verde mantêm viva a lembrança do casal.

 

Histórias que formam uma identidade

 

A biografia de Benjamin e Catharina Raizer inaugura oficialmente a Linha do Tempo Virtual do projeto “Sorriso 40 Anos: A História de Nossa Gente”, uma iniciativa da Fator MT que vai reunir 100 biografias de pessoas que chegaram a Sorriso desde a década de 1970 até os dias de hoje.

Mais do que homenagens individuais, o conjunto das histórias busca revelar a identidade do povo sorrisense, com suas origens diversas, valores familiares e espírito empreendedor que transformaram a região em um dos polos mais prósperos do país.

A página dedicada a Benjamin e Catharina Raizer está alocada no ano de 1973 dentro da Linha do Tempo Virtual de Sorriso. Lá, o visitante virtual pode ler o texto completo, assistir ao vídeo biográfico e ver a galeria de fotos históricas que registram os primeiros capítulos da presença da família no norte mato-grossense.

http://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/o-homem-que-batiza-bairro-e-predios-sonhava-com-chapada/13390000

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O nascimento de Sorriso pelo olhar de Catarina

Publicado em 18 de Outubro de 2025 ás 08:52

Catarina Raiser Francio é a mulher que viveu um momento histórico no início do povoado, em uma vila aberta no mato ainda sem nome. Registros fotográficos dela, de lenço na cabeça, cozinhando em um fogão cuja base era feita sobre ninhos de cupim são referência no Centro Histórico Cultural Benjamim Raiser.

Catarina Raiser é uma das filhas de Benjamin Raiser, o homem que deu início ao processo de colonização de Sorriso adquirindo terras no Mato Grosso – ele e a esposa, Catarina Daneda, já haviam desbravado parte dos três estados do Sul do país. Catarina, que carrega o nome em homenagem à mãe e à sogra da mãe, nasceu em 21 de janeiro de 1942 na comunidade de Rio das Antas, à época pertencente à Caçador (SC). Criada na roça, entre a lida na lavoura e a serraria que o pai era proprietário, a menina Catarina teve uma infância feliz.

“Era todo mundo igual, a gente trabalhava, ajudava em casa meio período e no outro meio período íamos para a escola”, relata. A escola que ofertava somente as séries primárias ficava nas terras do pai; atendia crianças da redondeza, filhos dos demais colonos e dos colaboradores da serraria de Benjamin que tinha cerca de 30 funcionários.

É da escola primária a primeira lembrança de Catarina sobre o Mato Grosso. “Eu era pequena, devia ter uns 10 anos de idade e falava para todo mundo que iria morar no Mato Grosso”, diz. A frase reproduzia o que a menina ouvia em casa: o pai comentava, estimulado pela política de expansão nacional, com a mãe e com os vizinhos que iria comprar terras no Centro-Oeste. E na cabeça da menina soavam as informações sobre um lugar que não tinha frio e nem geada – a gélida formação da camada de cristais de gelo sobre plantas ou sobre outras superfícies, que congelava os pés de Catarina e das outras crianças no inverno no caminho da escola. O tempo passou, o pai foi atrás das terras, mas como demorou muito para tomar posse acabou perdendo-as. E, momentaneamente o “ir embora para o Mato Grosso” ficou como um sonho na gaveta.

É nesse ambiente que Catarina cresce. Trabalhando na lavoura, colhendo milho, feijão, ou ajudando na cozinha na produção de paneladas de comida que serviam para alimentar a família grande, eram 11 filhos, colaboradores e vizinhos nos dias de “troca de serviço para adiantar o trabalho na roça”. De tudo um pouco os filhos de Benjamin aprendiam. “Eu queria era estudar, mas meus irmãos mais velhos foram pro internato e não ficaram. Quando chegou a minha vez o pai não deixou mais ir”, lembra. Assim, ela aprendeu a cuidar da casa, dos irmãos, cuidar dos animais domésticos, bordar, costurar. “De tudo um pouco, aprendíamos os afazeres domésticos, da roça e da serraria também, como era costume de todas as famílias da época”.

Com 18 anos, Catarina conhece Nelson Francio. O rapaz nascido em 23 de janeiro de 1938 era de Videira, município vizinho. Comemoravam aniversário com apenas dois dias de diferença. Outra coincidência unia os dois: a mãe de Nelson também se chamava Catarina. Filho de Catarina Bressiani e Francisco Francio, Nelson havia crescido em um ambiente similar ao da amada: lidava com agricultura e também fora criado em uma propriedade rural. Seis anos depois do início do namoro, Catarina e Nelson se casam. O ano era 1965, e a vida segue o ritmo normal. O casal escolhe Rio das Antas (SC), agora já emancipada desde 1958, para fixar residência e trabalhar na serraria. É lá que nascem Gerson Luiz, Janes Aparecida e Lenoir Marcos, o Leno. O ritmo é marcado pelas estações do ano, o cultivo de milho e trigo e o cuidado com os animais.

“Era uma vida boa, calma, tínhamos uma casa muito boa; morávamos perto dos meus pais, dos meus sogros, meus irmãos, cunhados, éramos uma família muito grande. Tanto eu quanto o Nelson tínhamos 11 irmãos cada um”, lembra. Com uma família realmente grande por perto, sempre havia a quem recorrer. Além da lavoura, a família do Nelson tinha uma malharia em Videira. Mesmo assim, o jovem casal começou a conversar sobre deixar Rio das Antas e buscar um novo lugar para viver e crescer. O pai de Catarina já havia adquirido terras no Paraná e enviado um dos filhos para o estado vizinho.

Numa terra que ainda faltava quase tudo, o casal Ricieri e Adelaide fincou raízes com coragem e silêncio, desbravando o desconhecido com mãos calejadas e sonhos intactos. Esta é a história de quem aprendeu a viver com pouco, construiu com muito esforço e deixou, nas entrelinhas da memória, um legado de resistência e ternura.

Sorriso é um nome que desperta curiosidade e pertence a quem acredita no sonho de um futuro melhor. Antes de ser município, foi uma promessa no coração do Brasil. Nos anos 1970, o norte mato-grossense era um mar verde de mata virgem e desafios, onde Ricieri Francio e Adelaide Rigo Francio chegaram vindos do sul, acompanhados pelos irmãos Francio, com fé e coragem para construir uma vida nova.

Eles chegaram antes da infraestrutura, com filhos pequenos, malas de coragem e uma ideia fixa: transformar aquele território em lar e prosperidade. Sorriso nasceu dos sorrisos da menina que brincava entre tábuas, do suor de quem viu o primeiro caminhão descarregar cimento e da emoção da emancipação em 1982.

Ricieri nasceu em 1942 em Joaçaba (SC) e casou-se com Adelaide em 1968. A família cresceu com filhos que aprenderam o valor do esforço e da união. Adelaide foi a força silenciosa da casa, enquanto Ricieri dedicava-se aos projetos pioneiros. Em 1976, Adelaide e três filhos mudaram-se para Mato Grosso, consolidando o futuro da família.

Amor e trabalho foram pilares dessa trajetória. Adelaide enfrentou longas ausências do marido e desafios da infância dos filhos, permanecendo firme e transformando dificuldades em aprendizado e resistência. Os filhos adotaram os passos do pai, celebrando essa herança com orgulho e responsabilidade.

Nos anos 70, o olhar de Ricieri alcançou as terras do Norte de Mato Grosso, desconhecidas e cheias de potencial. Junto aos irmãos, formaram a Colonizadora Sorriso, abrindo estradas, montando infraestrutura e atraindo famílias. O trabalho conjunto e a confiança foram fundamentais para o crescimento da região, que ganhou cor e vida sem apoio governamental.

Em 1974, iniciou-se a Colonizadora Sorriso. Em 1976, Adelaide e os filhos chegaram para erguer a cidade, onde tudo era feito com mãos próprias, desde geradores até bombas d’água e pontos comerciais improvisados. Com orgulho, Ricieri relembra o dia da emancipação em 1986, uma vitória da coragem e da união dos pioneiros.

A colonização foi uma luta diária, onde cada conquista — uma estrada, uma casa, um motor ligado — representava esperança e fé. Adelaide, como representativa das mulheres pioneiras, suportou a solidão e as dificuldades com determinação, cuidando da família e da memória que sustenta a cidade.

As vozes da nova geração, como a neta Tainá Francio Cocenza, mostram a continuidade desse legado: a importância da família, da colaboração e do orgulho em pertencer a uma cidade forjada no amor, no suor e na coragem.

Sorriso é mais que um nome no mapa; é o retrato vivo da esperança de quem sonhou e construiu. Uma cidade feita de histórias, lutas e afetos, que continuam inspirando os que chegam e os que nascem nela. Como diz Adelaide: “Ter orgulho da própria família é a melhor coisa que tem”.

Para ler a biografia completa, acesse o site da Fator na linha do tempo Sorriso 40 anos.

 

Os catarinenses Claudino Francio e Idali Mari Francio visitaram Sorriso em 1975. Ele se apaixonou pela topografia e clima da região, almejava criar gado, mas acabou se tornando corretor imobiliário; no fim, mobilizou a criação e fundação de um novo município em plena área de mata. Ela, que nunca cogitou voltar para trás, deixou marcas nos clubes de serviço e na vida espiritual da comunidade.

Claudino Francio nasceu em 1936 em Água Doce, Santa Catarina, e ainda jovem recebeu de seu pai um cartório, iniciando sua trajetória empreendedora. Em 1975, encantado com as terras planas e o clima de Sorriso, comprou seis mil alqueires para abrir o cerrado e criar gado. Mas logo vemos que a venda de terrenos seria mais promissória e tornou-se uma corretora imobiliária, liderando a criação da Colonizadora Sorriso em 1977.

Ao lado do apoio da esposa Idali, Claudino contribuiu diretamente para a formação da infraestrutura do município, desde a abertura de estradas, instalação de telefonia, até a construção de escolas e hospitais. A família Francio acompanhou de perto o crescimento da vila que em 1986 foi oficializada como município por lei.

O amor e dedicação de Claudino fez de Sorriso uma cidade planejada, com ruas largas, praças e áreas reservadas para serviços essenciais. Seu legado segue vivo não apenas no desenvolvimento da região, mas também na Fundação Educacional Claudino Francio, criada em sua homenagem, que promove educação de qualidade há mais de 40 anos.

Em 1999, Claudino faleceu, mas seu nome permaneceu gravado na cidade por meio de avenidas, parques e principalmente na memória das famílias que ajudaram a construir um futuro melhor.

Para conhecer toda a trajetória de Claudino Francio e a história completa de Sorriso, acesse a linha do tempo Sorriso 40 anosno site da Fator MT.

A história inspiradora da gaúcha Helena Ortenila Balbinot e do catarinense Dorival Brandão começou no Paraná, onde seus caminhos se cruzaram na Casa Cacique.

Unidos, eles atravessaram o país e contribuíram para a construção de uma nova cidade no Centro-Oeste, marcada por muito trabalho, dedicação e empoderamento feminino.

Helena, nascida em Erechim (RS) em 1943, destacou-se desde a infância pela personalidade determinada. Acompanhe sua trajetória desde os primeiros empregos na Casa Cacique, passando pela fundação da loja Lenita em Marmeleiro (PR), até a mudança para Mato Grosso, onde enfrentaram desafios para se estabelecerem e ajudaram a moldar a cidade de Sorriso.

Ao longo dos anos, a família Brandão construiu laços profundos com a comunidade local, liderando iniciativas importantes como a criação da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso e o fortalecimento do comércio e da agricultura na região. A força e o carisma de Helena, aliadas à dedicação de Dorival, fizeram dela uma referência no empreendedorismo e na vida social de Sorriso.

Para conhecer a biografia completa de Helena e Dorival Brandão e entender como essa história se entrelaça com os 40 anos da cidade de Sorriso, acesse o site da Fator MT na seção Linha do Tempo Sorriso 40 Anos.

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A força do agro em Sorriso tem nome e história: José Baggio e a Agro Baggio

Publicado em 06 de Novembro de 2025 ás 08:46

A melhor máquina é aquela que não para. Independentemente de qual seja a cor, a origem ou o tipo: ferramenta boa é a que não trava o serviço. Essa é a filosofia que guiou José Baggio há mais de 40 anos, desde os primeiros passos da Agro Baggio, empresa que hoje é referência na venda e manutenção de máquinas agrícolas no Norte de Mato Grosso.

Desde seus primeiros dias no Paraná até a consolidação em Sorriso, José viveu uma trajetória marcada por empenho, superação e profundo respeito pelo campo. Desde cedo, aprendeu o valor de manter as máquinas em funcionamento, inspirado em histórias como a de John Deere, o ferreiro que revolucionou a agricultura com o arado de aço autolimpante.

Hoje, a Agro Baggio é uma potência, com 11 unidades, cerca de 870 colaboradores e uma frota monitorada de mais de 3 mil máquinas, garantindo o contínuo trabalho dos agricultores. O compromisso com a assistência técnica conquistou diversos prêmios, incluindo o cobiçado Prêmio Classe Mundial e títulos no “Leaders Club John Deere”.

A história de José Baggio é, também, a história do crescimento de Sorriso, uma cidade que passou de um pequeno povoado a um dos maiores celeiros do planeta, graças à coragem e trabalho incansável de famílias como a dos Baggio.

Conheça a biografia completa de José Baggio e a trajetória da Agro Baggio no site da Fator MT, na Linha do Tempo Sorriso 40 Anos.
Venha conferir essa inspiradora história de persistência, inovação e amor pelo campo!

LINK: https://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072

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Dona Dilva e o olhar que conduziu a Elétrica Lucas

Publicado em 10 de Dezembro de 2025 ás 14:39

Dilva Koczinski e Vilson Lucas Machado migraram do Paraná para Mato Grosso em 1978, inicialmente para Sinop, mas escolheram Sorriso como base estratégica para atender agricultores da região. Assim nasceu a Elétrica Lucas, que cresceu de um barracão de madeira de 24m² para referência em serviços elétricos agrícolas e, hoje, energia solar.

Descendente de poloneses, Dilva nasceu em 1953 em Santa Catarina e casou com Vilson em 1975. Após a tragédia familiar que mudou planos de Sinop, o casal se instalou em Sorriso em 1982, enfrentando falta de infraestrutura, mas com dedicação incansável: Vilson consertava tratores e geradores dia e noite, enquanto Dilva gerenciava pedidos e estoque.

A empresa evoluiu com os filhos Evandro (engenheiro elétrico) e Daiane, expandindo para 698m² em 2007 via FCO e, em 2017, tornando-se Solar Elétrica Lucas, com mais de 500 projetos solares, 40 mil módulos e 20 MWP instalados. Em 2024, mudou para prédio de 1.400m² no mesmo endereço histórico.

A família superou perdas, como a morte de Vilson em 2021, e vendeu a elétrica tradicional, focando em inovação sustentável, com netos como Camila assumindo papéis chave.

Para a biografia completa de Dilva, Vilson e a Solar Elétrica Lucas, acesse o site da Fator MT na Linha do Tempo Sorriso 40 Anos. Uma história de resiliência e legado no coração do agro sorrisense!

Site: fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/dona-dilva-e-o-olhar-que-conduziu-a-eletrica-lucas/13580344

A saga de uma família gaúcha que derrubou mato, ergueu os primeiros armazéns e ajudou a transformar o cerrado em potência agrícola.

Ignácio Schevinski Neto, nascido em 1940 no interior de Ijuí (RS), chegou em 1975 com a família em um fusca, encontrando "mato puro" sem energia ou serviços básicos. Filho de uma família numerosa e religiosa, ele já havia sido professor, contador e agricultor no Sul e Paraná. Comprou 500 alqueires "no mapa" pela Colonizadora Sorriso e, em 1976, iniciou as derrubadas para plantar arroz.

Em 1977 veio a primeira colheita de 7 mil sacos e o barracão pioneiro com secador Pampeiro, dando origem à Sorriso Comercial (hoje SAGEL). Usando rádio para comunicação, Ignácio liderou a comunidade: foi subprefeito em 1982, articulou contagem populacional extraordinária do IBGE e prefeito em 1986, garantindo a emancipação por Lei 5.002/86. Lutou por educação (transporte escolar), estradas e saúde, sempre priorizando o progresso.

A família – esposa Nilva, filhos César, Sérgio e Rose – mudou-se em 1981, crescendo ao lado da empresa. Hoje, netos e bisnetos perpetuam o legado em uma Sorriso que produz 17% da soja de MT.

De menino que chegou a Sorriso aos 10 anos de idade, vindo do interior do Paraná com a família, um fogão azul na caixa de papelão, poucas malas e muitos sonhos, ao comando de uma das empresas contábeis mais respeitadas do município: a trajetória de Alcionir Paulo Silvestro é um retrato vivo da Sorriso que nasceu, cresceu e se consolidou como terra de trabalho e oportunidades.

Filho de Alceu e Zelir, criado entre a lavoura, o esforço dos pais e o incentivo constante aos estudos, Paulo aprendeu cedo que educação e disciplina poderiam mudar destinos. Ainda criança, ajudava na roça, cozinhava para os irmãos e percorria longas distâncias para estudar, experiência que moldou o senso de responsabilidade que o acompanha até hoje. Ao chegar a Sorriso, a paisagem de poeira, lama e lavoura de soja ao redor do bairro Bela Vista contrastava com o desconhecido, mas também abria um horizonte de possibilidades.

Foi aqui que o menino começou vendendo picolé, lavando carros, empacotando compras e atuando como office boy, sempre em busca de novos aprendizados e cursos de qualificação. Anos depois, o mesmo jovem que entregava documentos de bicicleta passou a transitar entre balanços, relatórios, planejamentos estratégicos e decisões que impactam dezenas de colaboradores e centenas de empresas. A contabilidade, que inicialmente não estava nos planos, tornou-se vocação, profissão e ferramenta de transformação.

Na série especial “Sorriso 40 anos”, a história de Paulo Silvestro é apresentada em linha do tempo, revelando como cada fase da vida – da sala multisseriada no interior do Paraná às noites de estudo entre Sorriso e Sinop, da primeira oportunidade em escritório contábil à sociedade e, depois, à liderança da Contática – dialoga com o próprio desenvolvimento da cidade. A narrativa mostra também o lado humano do empresário: o filho que honra o legado dos pais, o profissional que acredita na responsabilidade social, o líder que defende a educação como alavanca de mobilidade e o cidadão que participa ativamente de entidades, conselhos e movimentos da comunidade.

Clique e acompanhe, passo a passo, como o garoto que um dia empurrava um carrinho de picolé sob o sol quente da BR-163 se tornou contador, advogado, empresário e CEO da Contática. E descubra como Sorriso, em 40 anos de história, ajudou a formar a identidade empreendedora de Paulo – e como ele, por sua vez, contribui diariamente para escrever os próximos capítulos dessa cidade que continua sendo sinônimo de oportunidade, crescimento e futuro. 

Site com a materia completa: http://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/a-identidade-por-tras-do-ceo-da-contatica/13447680

Chegar a um lugar desconhecido, sem família por perto, com 50 Cruzados emprestados no bolso, vindo de carona e apostando em uma vaga de emprego que nem era sua. Foi assim que, aos 21 anos, Edson Melozzi desembarcou em Sorriso, no fim da década de 1980, disposto a trabalhar como técnico agrícola e “vendedor de veneno” em uma cidade recém-emancipada, cercada de poeira, lama, lavoura e incertezas.​

Filho de pequenos agricultores do interior do Paraná, criado em apenas 9 hectares de terra, sem energia elétrica até o início dos anos 1980, ele aprendeu desde cedo o peso da enxada, o valor do estudo em escola agrícola e a dureza de ver a família perder quase tudo após geadas, prejuízos e partilhas de terra. A saída do campo de origem, movida pela necessidade e por uma esperança quase intuitiva de que o “Mato Grosso dos tratores e do sol forte” poderia ser um recomeço, foi o ponto de virada de uma história que hoje se confunde com o próprio desenvolvimento do Nortão.​

Em Sorriso, Edson começou fazendo de tudo: vendia semente, calcário, adubo, carregava e descarregava caminhão, varria chão, percorria estradas de chão na antiga Fiat Fiorino vermelha, voltando para casa coberto de poeira e, muitas vezes, sem água ou luz por causa das quedas constantes de energia. Ao mesmo tempo em que se firmava como profissional do agronegócio, construía aqui também sua vida pessoal: foi em uma visita despretensiosa à antiga namorada do primo que conheceu Célia Rodrigues, a vizinha que logo resumiria sua trajetória em uma frase que hoje dá título à matéria: “ele se construiu do zero”.​

Daquela primeira oportunidade como funcionário de uma pequena revenda de insumos, passando por resultados que ajudaram a atrair grandes empresas do setor para Sorriso, até a sociedade na AgroNorte e a criação de um negócio pioneiro em sementes de arroz adaptadas ao Cerrado, a história de Edson acompanha a transformação da região em referência nacional em produção de grãos. Mais tarde, vieram a aposta na pecuária, a montagem de uma fazenda de gado em Tabaporã, a indústria de nutrição animal, a transportadora própria, os investimentos em eventos, loteamentos e a consolidação do Grupo Melozzi, com milhares de hectares cultivados, rebanho robusto e mais de uma centena de colaboradores.​

Na série especial Sorriso 40 anos, a Fator MT apresenta, em formato de linha do tempo, a trajetória de Edson Melozzi – um self-made man que saiu de uma realidade de escassez no Paraná para se tornar empresário do agronegócio no Norte de Mato Grosso. Em cada etapa, a narrativa destaca não apenas o crescimento econômico, mas também o acolhimento recebido, a importância da família, o papel dos colonos que vieram “debaixo de lona, catando raiz” e a forma como Sorriso ofereceu espaço para que trabalho, coragem e visão de futuro se transformassem em um novo destino.​

Clique e acompanhe, ano a ano, como o jovem que trocou a enxada pela caneta, chegou de carona com 50 Cruzados emprestados e um par de botinas comprado com o primeiro salário, se tornou o líder de um grupo que hoje ajuda a escrever os próximos capítulos da história de Sorriso e do agronegócio mato-grossense.

Site com a materia completa: http://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/ele-se-construiu-do-zero/13545736

Leandro Lodéa, engenheiro agrônomo nascido em 1975 em Jacutinga (RS), filho de agricultores, foi o primeiro da família a se graduar (FFALM, 1999). Com a esposa Juliana (casados em 2004), superou desafios no campo e criou a LC Sementes, pioneira em melhoramento genético de cultivares como gergelim, feijão caupi, crotalária e amendoim para o Centro-Oeste.

Da infância em Pitanga (PR) com soja, leite (200 L/dia) e suínos (1 mil cabeças para Sadia), migrou para São Gabriel do Oeste (MS), trabalhou na Cooperoeste (2002, 45 mil ha) e fundou Lodéa Consultoria. Chegaram a Sorriso em 2005 com Lucas (11 meses), arrendando fazenda em Água Limpa: enfrentaram estradas lamacentas (4h30 até a cidade), falta de energia e noites em postos com filho doente.

Há 12 anos, pesquisas com Embrapa/IAC/IAPAR identificaram soluções para gargalos hídricos: gergelim (de 10 mil para 700 mil ha no BR; 100 mil ha em Canarana), feijão caupi (80 mil ha na região após IV Conac em Sorriso, 2016) e amendoim (7 mil ha em Nova Ubiratã via Beatrice). Parcerias com ADISA geraram Proventus (Projeto de cultivares especiais); Proventus Field Day (2025) mostrou 19 estações para 2ª safra, explorando 4 milhões de ha subutilizados no MT.

LC Sementes tem 8 mil ha em integração (gergelim), armazéns 24h, 40 colaboradores (6 em pesquisa). Lucas (IFMT Sorriso) e João Pedro (2015) seguem os passos. Viagens globais (EUA, China, Índia...) reforçam inovação. "Sorriso é nosso lugar: coragem faz dar certo aqui", diz o casal.


Site com a materia completa:  http://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/pesquisa-inovacao-persistencia-a-historia-por-tras-da-marca-lc-sementes/13649560

Do aprendiz de relojoeiro ao comando de um grupo que é referência em exclusividade e inovação no setor óptico, a história de Adilson Zuanazzi se confunde com o crescimento de Sorriso. Ainda jovem, ele trocou a marcenaria no Paraná por uma pequena relojoaria no Mato Grosso e, sem imaginar, deu início a uma trajetória marcada por trabalho intenso, visão empreendedora e decisões que mudariam o rumo de sua família e de milhares de clientes.

Fundador da AM Ótica e idealizador da Inova Lab, indústria própria de lentes que hoje produz mais de 500 unidades por dia e atende centenas de lojas em vários estados, Adilson construiu muito mais do que empresas: construiu um legado. Ao lado da esposa Lovaine e, agora, das filhas Alana e Aline, que assumem gradualmente a sucessão dos negócios, ele transformou atendimento personalizado, qualidade e inovação em marca registrada.

Da infância simples, da migração para uma Sorriso ainda sem infraestrutura, passando pelos desafios do empreendedorismo, pela formação técnica, pela expansão industrial e pelo envolvimento familiar e comunitário, essa é uma história feita de escolhas corajosas, raízes profundas e propósito.

Leia a matéria completa e conheça, em detalhes, a trajetória inspiradora de quem ajudou a fazer Sorriso enxergar mais longe.

Link do site: http://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/o-aprendiz-de-relojoeiro-que-fundou-uma-empresa-conceituada-e-exclusiva/13661096

Em uma jornada que atravessa diversas cidades e estados brasileiros, a família Cella se destaca pela determinação em fazer dar certo. Com mais de 20 anos de experiência no mercado, a Linear Consultoria e Projetos, fundada por Alencar Cella, é um símbolo dessa trajetória que começou no Sul do país e se consolidou em Sorriso, Mato Grosso.

Dalírio Cella, patriarca da família, nasceu em 15 de novembro de 1941, em Campestre, no interior do Rio Grande do Sul. A infância na casa de pedra ao lado dos pais, Augusto e Úrsula, foi marcada pelo trabalho manual e a produção rural, onde o cultivo do fumo e a criação de gado eram comuns. A vida da família nos primórdios é repleta de histórias e ensinamentos que moldaram o caráter e a determinação dos filhos, Airton e Alencar.

Em 1972, a primeira grande mudança ocorreu com a mudança para Caibi, Santa Catarina. Lá, Dalírio adaptou-se à nova realidade, investindo na pecuária. Anos depois, por conta de uma tragédia familiar, a família retornou ao Rio Grande do Sul, mas o destino sempre a reservava novos desafios e oportunidades.

Em 1989, Dalírio conheceu Sorriso e, atraído pelo potencial da região, adquiriu 800 hectares de terra, onde seus filhos começariam uma nova fase de suas vidas. Estando no coração de Mato Grosso, Alencar, incentivado pela experiência familiar e pela educação recebida, formou-se em Agronomia e fundou a Linear Consultoria e Projetos em 2003, que já consolidou sua presença no setor de consultoria e regularização ambiental e fundiária.

Hoje, a Linear é um sucesso, contando com quatro linhas de negócios e um elenco de mais de 80 colaboradores. Com enfoque no desenvolvimento sustentável e nas necessidades dos clientes, a empresa se destaca na regularização de propriedades rurais e urbanas, além de oferecer soluções de irrigação.

Com um olhar voltado para o futuro, Alencar também se lançou em um novo empreendimento na área de energia fotovoltaica, visando contribuir para um mundo mais sustentável.

Dalírio, agora com 84 anos, reflete com gratidão sobre a vida em Sorriso e a força de sua esposa Arnelda, que faleceu em 2019. Ele destaca a importância da família e da comunidade na construção de uma história de sucesso que une valores, aprendizados e promessas de um futuro ainda mais vibrante.

Para saber mais sobre a inspiradora trajetória da família Cella e o crescimento da Linear Consultoria e Projetos, bem como suas perspectivas para o futuro, leia a matéria completa na nossa linha do tempo.

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De um caminhoneiro gaúcho que largou a escola no quarto ano para abraçar as estradas do país aos 17 anos, passando por supermercados pioneiros, materiais de construção e, finalmente, a criação da Transmidal – uma das maiores referências em mineração e transporte da região Norte de Mato Grosso. Essa é a saga de Antônio Miguel Dalsoquio e Julita Romanini, pioneiros que ajudaram a moldar Sorriso desde seus primeiros anos como povoado, enfrentando ruas de terra, energia de motor a diesel e água escassa do Posto Sorrisão.

Nascido em 1951 nos campos missioneiros do Rio Grande do Sul, Antônio cresceu entre quatro irmãos, sob os valores de trabalho árduo e fé inabalável dos pais Virgílio e Tereza. Ainda criança, migrou para Santa Catarina, onde a vida de colônia – lavoura aberta a facão, gado e roça manual – forjou seu caráter. Apaixonado por veículos, trocou os livros pela boleia do caminhão, rodando o Brasil por uma década, dormindo onde a estrada permitia e aprendendo lições de honestidade com mentores como Arthur Ceshim.

Em 1976, após quatro anos de namoro paciente sob o olhar atento do sogro, casou-se com Julita, filha de uma família numerosa de Alvorada (RS). Juntos, superaram perdas familiares, acidentes graves e a dura transição do Sul para o Centro-Oeste: Fátima do Sul (MS), São Gabriel do Oeste e, finalmente, Sorriso nos anos 1980. Ali, com filhas pequenas nos braços, enfrentaram a precariedade inicial – buscando água no rio, unindo-se a vizinhos como Genoíno Spenassato para perfurar poços e celebrando festas no CTG como bálsamo coletivo.

Pioneirismo nos Negócios 

Com apoio crucial de Guinter Francio, inauguraram o DalRezan, primeiro supermercado moderno de Sorriso (com carrinhos de compras!), evoluindo para o Sorriso Supermercado. Desvinculados em 1983, migraram para materiais de construção com a Casa do Construtor. A grande virada veio em 1988: percebendo a falta de areia e brita na cidade em expansão, criaram a Transmidal (TRANSpote + MIneração + DALsoquio), começando com um caminhão e uma draga de barranco. Pilar de valores como manutenção rigorosa, segurança e palavra dada como contrato, a empresa expandiu para Sinop e Lucas do Rio Verde, gerando Vedalsoquio, Pérola Mineração e o Grupo AMD.

Antônio, rotariano e presidente do Conseg em 2012, ajudou na emancipação (1986), luz, telefonia, Guarda Municipal de Trânsito e Ciopaer. Orgulha-se de Virgílio, primeiro vereador nascido em Sorriso (2013-2016). A fé, solidariedade anônima e esportes completam o quadro de uma família que vai além dos CNPJs.

Na série especial Sorriso 40 anos, mergulhe na linha do tempo completa da família Dalsoquio: da boleia do caminhão em 1968 à Transmidal como pilar do desenvolvimento regional.

Clique e acompanhe essa história de pioneirismo que continua inspirando gerações.

Link:  http://fatormt.com.br/linha-do-tempo/435072/familia-dalsoquio-da-boleia-do-caminhao-nasce-o-desejo-por-empreender/13689936

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