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2006
Quando a engenharia habita as veias de uma família inteira
Por muito tempo, lapiseiras finas — aquelas de 0,3 mm e 0,5 mm — estiveram entre as mãos de Daisson e Heloiza. A habilidade nos detalhes marcava os primeiros traços de cada projeto, inicialmente desenhados com canetas nanquim recarregáveis, em que linhas precisas estabeleciam um novo compasso no papel. A habilidade era essencial. Um erro com nanquim exigia que todo o processo fosse reiniciado. Não havia a facilidade da tecnologia digital, mas havia magia e dedicação no fazer.
Era essa magia que fisgava o casal de engenheiros que, desde 1993, responde pelo CNPJ da Engedelta Engenharia e Construção e que, sem que os pais se dessem conta, acabou conduzindo os filhos, Vitor e Vinicius, pelo mesmo caminho.
Daisson Ronaldo Benetti é paranaense. Cresceu em Chopinzinho, pequeno município do sudoeste do Paraná, uma região que entrou para a história a partir da antiga Colônia Militar do Chopim, criada no período do Império por Dom Pedro II com a missão de proteger a fronteira. O nome da colônia — e mais tarde da cidade — é uma homenagem ao Rio Chopim, que, por sua vez, remete ao pássaro chupim, comum na região.
Em 1955, Chopinzinho se desmembrou da colônia, consolidando-se como município de identidade própria, com economia voltada à agropecuária e um território marcado pela beleza natural, onde se destacam as ametistas, as araucárias, as cachoeiras e o turismo rural.
Foi nesse cenário que o menino Daisson, nascido em 1969, aprendeu com os pais, seu Nelson e dona Nelci, o valor do trabalho. Empreendedor nato, seu Nelson passou por órgãos do governo, atuou em banco e também comandou o próprio negócio. Foi ele quem montou uma olaria, onde o filho começou a trabalhar aos 12 anos de idade. E não era nada fácil. “A principal função era carregar tijolo, no pesado mesmo”, lembra Daisson.
Foi ali, entre uma carga de tijolos e outra, que o menino passou a ouvir o pai falar de seus sonhos. Nelson gostaria de ter estudado, de ter cursado Engenharia Civil — um desejo que nunca conseguiu realizar. Ainda assim, acreditava que essa era uma profissão capaz de garantir um futuro sólido, tanto profissional quanto pessoal. Daisson, por sua vez, sempre teve afinidade com números e gostava de matemática. Entre os 13 e 14 anos, tornou-se estagiário na agência do Banco Bamerindus, onde atuava como contínuo. Ao ingressar no ensino médio — então chamado de segundo grau — escolheu o curso Técnico em Contabilidade e, mesmo sem perceber, seguia cercado por cálculos e números no dia a dia.
Na época do vestibular, chegou a cogitar a carreira de farmacêutico, uma profissão valorizada na cidade naquele período. Contudo, um acidente de carro envolvendo um amigo fez com que percebesse que não havia nascido para a área da saúde. Naturalmente, voltou-se para as ciências exatas: números, traços e linhas eram o seu verdadeiro território. Em 1986, foi aprovado no vestibular para Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia de Joinville (FEJ), vinculada à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), e mudou-se para o estado vizinho. “Naquela época, estudar era bem mais difícil. Ser aprovado em uma universidade pública era praticamente a condição para sair de casa com esse objetivo”, recorda.
Não demorou para que, nos corredores da FEJ, uma jovem chamasse a atenção de Daisson. Logo descobriram afinidades — e até uma antiga vizinhança. A moça era Heloiza Piassa, natural de Renascença e criada em Pato Branco. Curiosamente, seus pais, Osvaldo e Maria, haviam sido vizinhos da família de sua mãe, a família Pilatti. Ainda assim, foi apenas em Santa Catarina que os dois se encontraram e iniciaram a própria história.
Filha de agricultores, Heloiza foi a primeira dos cinco filhos do casal Piassa — quatro mulheres e um homem — a cursar uma faculdade fora de Pato Branco. No início, para contornar a resistência do pai, disse que estudaria Agronomia. Mas seus planos eram outros. Tentou Arquitetura e logo percebeu que o desenho não era o seu caminho. Também afeita aos números, prestou vestibular para Engenharia Civil — e foi aprovada. Com o resultado em mãos, contou ao pai e aguardou sua reação. “Ele ficou feliz, aceitou na hora”, recorda.
Daisson formou-se engenheiro civil em 1992 e retornou a Chopinzinho, onde assumiu uma vaga como engenheiro civil na prefeitura municipal. Mas o espírito empreendedor herdado do pai o impelia a ir além. Assim começava um novo capítulo na trajetória do casal. Enquanto Heloiza concluía a graduação, Daisson deu os primeiros passos como empresário e abriu o próprio negócio no Paraná.
Em 1993, fundou a Engedelta e assumiu um projeto ousado para a cidade: foi responsável pelo projeto e pela execução do primeiro edifício de Chopinzinho, com oito pavimentos e elevador. A construção alterou o horizonte urbano e marcou o início da verticalização das moradias no município, tornando-se símbolo de um novo tempo.
Nesse mesmo ano, seis meses antes de se formar, Heloiza estagiou na empresa do então namorado. No início de 1994, com seu retorno definitivo ao Paraná, os dois oficializaram o casamento. Ainda naquele ano, tornaram-se pais de Vitor. Foi um período intenso, de descobertas simultâneas — a consolidação profissional e o nascimento de uma família.
Enquanto Daisson se desdobrava entre as demandas da prefeitura e da empresa, Heloiza seguia firme ao lado do marido na Engedelta. Em 1997, em busca de ampliar os horizontes da família, ela aceitou um cargo de professora no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Pato Branco. Oitenta quilômetros separavam as duas cidades, mas, recém-formada, a jovem engenheira enxergou ali uma oportunidade de fortalecer a renda familiar e, ao mesmo tempo, retornar às salas de aula — já que sua formação inicial fora no magistério. Além disso, poderia aplicar diretamente seu conhecimento técnico, pois assumiria disciplinas no curso de Engenharia.
No Cefet, Heloiza testemunhou importantes transformações institucionais e acompanhou o processo que levou o Centro a tornar-se a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Pato Branco. Foi nesse período, já como professora da instituição, que em 1999 nasceu Vinicius, o segundo filho do casal.
Um ano antes do nascimento do caçula, em 1998, Daisson desligou-se da prefeitura de Chopinzinho para dedicar-se integralmente à empresa. Àquela altura, a atuação da Engedelta já havia deixado marcas visíveis na cidade, com empreendimentos comerciais, residenciais e industriais que transformavam a paisagem urbana e consolidavam o nome da empresa na região.
Um novo ciclo e um novo estado entram na rota
“Costumo dizer que, na Engedelta, tudo acontece em ciclos de dez anos”, observa o empreendedor. Criada em 1993, foi no ciclo de 2003 que a empresa cruzou suas primeiras fronteiras. Com visão estratégica e olhar atento ao mercado, Daisson identificou no crescimento do Centro-Oeste — especialmente no Mato Grosso — uma terra fértil de oportunidades. Há algum tempo ele já prospectava essa expansão e, em 2003, realizou a primeira obra fora do Paraná. Uma sementeira em Tangará da Serra inaugurou uma nova etapa da empresa.
A partir de então, o único endereço fixo de Daisson passou a ser o escritório em Chopinzinho. Ele próprio vivia na estrada, de um estado a outro, acompanhando obras, visitando clientes e desenhando novos empreendimentos.
Entre um município e outro do Mato Grosso, foi em 2006 que Daisson chegou a Sorriso para transformar em realidade uma obra da Cooperativa Agropecuária Terra Viva (Cooavil), sob a direção de João Carlos Turra. Aquele projeto marcou o início de uma parceria sólida e bem-sucedida, que até hoje mantém vivos os laços profissionais — e também de amizade. “Seu João e toda a família Turra nos acolheram”, conta o empreendedor.
Com a obra entregue dentro do prazo — iniciada em setembro e concluída a tempo da colheita da safra 2006/2007 — o nome da Engedelta passou a ser associado, na região, a compromisso e excelência. A construção do silo para a Cooavil consolidou a reputação da empresa e abriu caminho para novos projetos. Daisson seguiu na estrada, de obra em obra, ampliando a presença da Engedelta no Centro-Oeste.
No Sul, Heloiza sustentava a outra frente dessa história: cuidava das aulas, da escola e dos filhos, enquanto acompanhava à distância o andamento das obras no Paraná. Ainda assim, em 2006 encontrou tempo para concluir o mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina e, em 2009, o doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul — ampliando, também no campo acadêmico, os horizontes da família.
Em 2011, Daisson consolidou a instalação da Engedelta em Sorriso. A empresa passou a ter, enfim, um endereço fixo, assim como a família, que agora contava com uma casa quando vinha do Sul. A escolha por Sorriso marcava o desenho de um novo ciclo daqueles dez anos mencionados pelo fundador — ciclo que se consolidaria em 2013, quando a empresa assumiu diversas obras no setor graneleiro.
Com o mercado aquecido e sustentada por valores éticos como transparência, respeito aos clientes, cumprimento de prazos e qualidade construtiva, a Engedelta tornou-se referência nacional em projetos para o agronegócio e a agroindústria, especialmente em sistemas de armazenagem de grãos — um setor vital na Capital Nacional do Agronegócio. O crescimento desse mercado impulsionou também a industrialização dos processos construtivos da empresa.
Ao longo de sua trajetória, a Engedelta ampliou seu campo de atuação e hoje também se destaca em obras comerciais e imobiliárias, oferecendo soluções inovadoras em estruturas pré-fabricadas que combinam qualidade, eficiência e tecnologia.
“Hoje vivemos em uma região em que o mercado da construção é aquecido e os avanços acontecem em ritmo acelerado, especialmente no agronegócio, que funciona como a mola propulsora do desenvolvimento local. Para atender bem, é preciso estar atento e disposto a crescer junto com o mercado”, pontua o empresário.
O avanço e a modernização do agronegócio estão na base de uma das parcerias mais emblemáticas da história da Engedelta: a que se estabeleceu com a Inpasa Brasil, uma das pioneiras na produção de etanol de milho no país e hoje a maior produtora de combustível limpo e renovável à base de milho da América Latina.
Daisson conta que, em 2018, surgiu o convite para que a equipe da Engedelta atuasse no projeto da planta da Inpasa em Sinop — justamente a maior unidade do grupo. Durante dois meses, a equipe dedicou-se exclusivamente à análise e ao desenvolvimento dos projetos estruturais da base dos tanques. Foi um trabalho minucioso, que lançou os alicerces de uma parceria duradoura.
A partir daí, a colaboração só se expandiu, consolidando-se com o desenvolvimento e a execução das plantas das filiais de Nova Mutum, em Mato Grosso; Dourados e Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul; Balsas, no Maranhão; e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Atualmente, a Engedelta atua também na construção das unidades de Rio Verde, em Goiás, e de Rondonópolis, em Mato Grosso.
“Somente com a Inpasa, já devemos ter ultrapassado a marca de um milhão de metros quadrados em obras”, reflete o empresário. Uma parceria construída sobre coerência, compromisso e eficiência.
Foi também ao longo do segundo ciclo que a família Engedelta se fortaleceu. Em 2018, Vitor, o primogênito, formou-se em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Curitiba. Para ele, esse caminho foi natural. “Nunca houve uma imposição dos meus pais sobre qual profissão eu deveria seguir. Foi na convivência diária, na paixão que eu via nos dois pela Engenharia, que passei a entender esse como o meu próprio caminho”, afirma.
Durante a graduação, Vitor sempre atuou na área, estagiando em empresas do setor da construção civil na capital paranaense. Também passou um ano e meio no Canadá, em uma experiência voltada à ampliação de seus conhecimentos sobre tecnologias construtivas utilizadas fora do país. “Cada lugar é único. As obras precisam considerar as necessidades locais, a cultura e o clima”, destaca. A vivência internacional ampliou seus horizontes e confirmou sua capacidade de adaptação a diferentes realidades.
Com Vitor longe, a mãe se inquietava. “Ele foi muito cedo estudar fora. Sempre que eu ligava perguntava: ‘filho, está tudo bem?’. E ele, com uma maturidade que me surpreendia, respondia: ‘sim, mãe. Precisamos ser sempre a melhor companhia para nós mesmos’.” O jovem mostrava à mãe que era preciso estar em paz consigo mesmo, manter o equilíbrio interior para que tudo ao redor encontrasse o seu lugar.
Heloiza via, emocionada, o menino que crescera entre as longas viagens de trabalho dos pais transformar-se em um homem consciente de seus próprios caminhos. A partir de 2011, quando Daisson fixou endereço em Sorriso, a distância passou a fazer parte da rotina da família. Com o pai no Mato Grosso, a vida precisava ser compartilhada por meio de telefonemas e e-mails. O encontro físico ficava reservado aos períodos de férias escolares — dos filhos e da própria Heloiza, que continuava lecionando em Pato Branco.
Para driblar a saudade e a distância física, era preciso cultivar resiliência. E, de certo modo, a própria Engedelta nasceu dessa capacidade de resistir, de se reinventar e de ultrapassar limites — de prospectar novos mercados e definir, com clareza, onde e como quer chegar. Em 2019, antes mesmo de se fechar mais um ciclo de dez anos, como lembra Daisson, um novo projeto começou a tomar forma: a implantação de uma indústria de pré-fabricados de concreto, equipada com tecnologia italiana.
Com a indústria já instalada e demandando cada vez mais do pai, em 2020 Vitor, trazendo na bagagem a experiência adquirida fora, mudou-se para Sorriso. Ele compreendeu que sua força de trabalho era necessária e passou a integrar diretamente a Engedelta. Hoje coordena a equipe de engenheiros e também atua no apoio à gestão da empresa. “Para mim, cada projeto é único e merece toda a dedicação”, afirma.
Em 2021, em pleno período da pandemia, Vinicius, o caçula, também concluiu o curso de Engenharia. Em seguida, mudou-se para Portugal, onde deu continuidade aos estudos com o objetivo de obter a dupla diplomação. Em 2023, colou grau com o diploma validado dos dois lados do Atlântico.
Para ele, o caminho profissional seguiu o tempo e a forma que precisavam ser. “Eu era o filho mais novo. Na época falavam em medicina, em outros cursos”, recorda. Mas, aos nove anos, uma aula de ciências em que precisou lidar com a anatomia de um coração bovino foi decisiva: assim como o pai, percebeu que não se adaptaria à área da saúde. “Meus pais sempre me deixaram livre para escolher. Eu me perguntava se a Engenharia era mesmo o meu caminho, e então meu pai dizia que ela abre um leque enorme de possibilidades, muito além de projetar ou acompanhar uma obra”, lembra.
Afeito aos números — dom compartilhado por toda a família —, Vinicius formou-se engenheiro pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus de Pato Branco, onde foi aluno da própria mãe. “Para mim, foi uma ótima experiência ser aluno dela. Ela é gigante ensinando. Já eu não sei se correspondi às expectativas”, brinca, arrancando de Heloiza a confirmação: “Sim, Vinicius sempre foi comprometido e dedicado”.
Desde junho de 2025, ele atua no setor de Planejamento e Controle da Produção (PCP) da Engedelta. “Quero estar aqui por mérito, não apenas por ser a empresa da minha família. Cada um de nós — meus pais, meu irmão e eu — tem paixão pelo que faz. Hoje, o PCP é uma área que me completa e me faz sentir verdadeiramente útil dentro da empresa”, avalia o jovem.
Em 2024, a Engedelta deu mais um passo decisivo ao ampliar seu portfólio e iniciar a produção de estruturas metálicas. Nesse mesmo período, foi inaugurado um novo escritório administrativo. Hoje, a pequena empresa fundada por Daisson em 1993 ergue-se às margens da BR-163 como um parque industrial robusto, que inclui uma fábrica própria de pré-fabricados com 90 mil metros quadrados, equipada com tecnologia de ponta e processos rigorosamente controlados.
O jovem engenheiro civil que iniciou sua trajetória inspirado pelo pai — que nunca quis ser funcionário de terceiros — tornou-se um empresário de identidade sólida no mercado. Mas nada foi construído sozinho. Na casa — e na empresa — dos Benetti, tudo é pensado e executado em conjunto, com equilíbrio e apoio mútuo.
“Todos que atuaram e atuam na Engedelta têm um dedo no sucesso da empresa. E, dentro da minha casa, se cheguei até aqui, foi pelo apoio incondicional da família. Nunca houve distância capaz de impedir que Heloiza e meus filhos estivessem ao meu lado, construindo tudo comigo”, celebra o empreendedor.
Daisson também celebra uma viagem recente: esteve na China ao lado do pai. Seu Nelson, hoje residente em Florianópolis, Santa Catarina, segue entusiasta da tecnologia, da inovação e da construção civil. “Viver esse momento ao lado dele foi marcante. Ver seu entusiasmo foi como voltar aos dias da minha infância, quando eu o acompanhava e descobria, com ele, o universo da construção”, relata.
Andar lado a lado sempre foi essencial na vida dos Benetti. O cuidado que por tantos anos precisou atravessar longas distâncias hoje se traduz em proximidade. Durante 28 anos, Heloiza percorreu salas de aula e corredores da UTFPR de Pato Branco, levando conhecimento e dedicação a gerações de universitários. Sempre parceira, deixou claro ao marido que, quando ele julgasse o momento certo, ela estaria pronta para segui-lo na jornada profissional da família no Mato Grosso.
Esse momento chegou em junho de 2025. “O Daisson me disse: ‘se puder, a hora chegou, preciso de você na empresa’.” E Heloiza estava pronta. Arrumou a bagagem e mudou-se para a cidade onde o marido e o filho mais velhos já haviam fixado endereço. A chegada da mãe coincidiu também com a vinda de Vinicius, reunindo novamente a família no mesmo território.
“Tudo é novo neste momento. Vivo um tempo de descobertas, tanto na empresa quanto na cidade. Cheguei e fui acolhida por Sorriso de uma forma encantadora. Acredito que tenha sido assim também com a nossa empresa: fomos abraçados por Sorriso e pelo Mato Grosso, verdadeiramente acolhidos”, relata.
O sentimento é compartilhado por Daisson. Ter a família reunida, poder viver a rotina ao lado dos filhos — agora separados apenas pelos poucos centímetros que um braço precisa percorrer para alcançá-los — o emociona profundamente. “Tudo aconteceu de forma natural com eles, assim como foi comigo. Hoje me comove ver o quanto são comprometidos com a profissão, com o trabalho e, mais do que isso, perceber que tanto o Vitor quanto o Vinicius têm a mim e à mãe deles como referência. Eles compreendem a nossa história como um legado”, afirma.
É neste momento, sob a força de um legado familiar, que os Benetti conduzem uma empresa plenamente consolidada. A Engedelta opera hoje com uma fábrica própria de pré-fabricados instalada em uma área de 90 mil metros quadrados, equipada com tecnologia de ponta e processos rigorosamente controlados. São mais de 30 anos de expertise no setor, traduzidos em centenas de projetos concluídos em diferentes regiões do país.
Esses números refletem o compromisso da Engedelta com a excelência. Cada etapa da produção é conduzida por profissionais altamente qualificados, assegurando segurança, qualidade e elevados padrões técnicos em todas as obras. Para reforçar ainda mais esse controle, o parque industrial passou a contar, há um ano, com uma metalúrgica própria, preparada para a fabricação de estruturas leves, componentes de cobertura e estruturas pesadas.
Essa integração garante domínio completo do processo produtivo, maior agilidade nos prazos, qualidade assegurada e flexibilidade para atender projetos de diferentes portes e níveis de complexidade — de galpões logísticos e centros de distribuição a plantas industriais, hipermercados e grandes coberturas de vãos amplos.
Todo o trabalho da Engedelta é guiado por compromissos éticos sólidos com o cliente, frisa o gestor. “Na Engedelta, atuamos com os mesmos valores que cultivamos em nossa família: o respeito aos prazos, a transparência nas negociações, a qualidade do que entregamos, a humildade de estar sempre disposto a aprender de verdade e a simplicidade de compreender que todos somos capazes de transformar o trabalho — e a vida — do outro de forma positiva. Prezamos profundamente pela empatia e pelo respeito”, destaca Daisson.
Ao revisitar suas memórias pessoais e os mais de 30 anos de trabalho dedicados à construção do nome Engedelta, Daisson ressalta que a escolha por Sorriso nunca foi apenas uma decisão empresarial. “É uma escolha de vida. Crescemos no mercado na mesma medida em que o município cresce. Vivemos um momento especial em que a nossa história se entrelaça com a do agronegócio e da industrialização da região — e isso é uma conquista única”, afirma.
As raízes paranaenses, somadas às colheitas mato-grossenses, renderam mais do que grãos bem cuidados: foi em Sorriso que Daisson construiu novas histórias, superou seus próprios limites e foi além dos sonhos que um dia ousou traçar. Ele chegou ao lugar certo, no momento certo.
Hoje, o engenheiro que ergueu o primeiro prédio com elevador em uma cidade ainda em formação deixa sua marca no vasto Centro-Oeste — território que um dia desbravou no mapa e onde agora inicia uma nova etapa ao lado de Heloiza e dos filhos. É em Sorriso que a família Benetti celebra o passado e brinda ao futuro, com tudo o que ele carrega: desafios, novos sonhos, superações, sorrisos e conquistas. Unidos, transformam cada dia em um novo horizonte.
2006
Município de Sorriso manifesta apoio ao movimento “Grito do Ipiranga”
- Produtores rurais bloqueiam rodovias em Mato Grosso, incluindo a BR-163 em Sorriso, durante o movimento "Grito do Ipiranga", na cidade vizinha Ipiranga do Norte, em protesto contra a política econômica do Governo Federal.
- A Congregação Cristã no Brasil realizou seu registro formal em Sorriso, oficializando sua existência junto aos órgãos públicos. Porém, os trabalhos tiveram início em 1989, com reuniões e cultos realizados na casa dos fiéis, antes da construção da sede própria.
- É inaugurada em Sorriso a Fundação MT-Sorriso, vinculada à Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, voltada à pesquisa e ao desenvolvimento agropecuário na zona rural.
- A agência do Itaú Unibanco em Sorriso é oficialmente fundada em 19 de abril, conforme registros da base de dados de agências bancárias brasileiras.
- A Escola Regina Coeli, localizada no bairro Residencial Village em Sorriso, iniciou suas atividades em fevereiro de 2006. Desde então, atua na área da educação com foco na formação integral dos alunos.
- A Festrilha, festa tradicional que celebra a cultura nordestina em Sorriso, teve sua primeira edição em 2006. Realizada anualmente, reúne apresentações musicais, danças típicas e gastronomia regional, promovendo a integr2007ação cultural e a valorização das tradições nordestinas.
