Bom dia, Segunda Feira 04 de Março de 2024

Economia

Sinop deve chegar a 60 novos prédios altos nos próximos 5 anos

Publicado em 06 de Dezembro de 2023 ás 15:11 , por JOSÉ ROBERTO GONÇALVES
Porto Belo Residencial está em fase de construção – Foto: José Roberto Gonçalves

Entre 50 a 60 novos prédios devem surgir em Sinop nos próximos 5 anos. Pode parecer um exagero, mas é uma constatação.

Esse número compreende as edificações – acima de 12 andares – que já estão sendo construídos há algum tempo e que agora seguem para a fase final de construção; aquelas que iniciaram as obras recentemente; e inclui projetos protocolados na Prefeitura, e que aguardam os trâmites documentais para iniciarem a construção.

Para exemplificar, alguns edifícios estão em fase de:
- construção, como Cataluña Residencial (Jd. Barcelona), Porto Belo Residencial (Jd. Maringá III) e Blend Home & Business (região central, Acácias com Tarumãs)
- fundação, como Duottori (Jd. Itaúbas) e Splendido (Residencial Florença)
- liberação para construção, como Sky 360º Business Center (Av. Figueiras com Av. Magda Pissinatti) e edificação do Grupo São Benedito (Av. das Acácias, no centro da cidade), ainda sem nome definido

Para que a suspeita não se tornasse uma falácia, a FATOR MT foi direto na fonte para entender o ‘boom’ da verticalização.

“Primeiro de tudo é importante explicar que quando falamos ‘prédios’ não nos referimos somente a grandes arranha-céus. O termo, especialmente para o que trata o Plano Diretor, faz referência a edificações que partem de, no mínimo, 12 andares, e a partir de agora não há mais limites”, destacou o diretor do Prodeurbs (Núcleo de Projetos e Desenvolvimento Urbano de Sinop), Luiz Henrique Magnani.

Em uma entrevista detalhada e contextualizada, Magnani explicou todos os fatores que levam a essa projeção.

MUDANÇAS NO PLANO DIRETOR

Para construir um prédio, é preciso raciocinar que quanto mais alto ele for, mais profunda precisa ser sua base – e mais cara fica a obra.

Com o limitante de 21 pavimentos (somente em algumas regiões), anteriormente autorizados no Plano Diretor, era natural que não houvesse tanto interesse em se investir na verticalização de Sinop. Mas as recentes alterações no documento mudaram esse cenário.

Com as mudanças na legislação, foi definido que fica livre a quantidade de pavimentos na região do quadrilátero central (formada pelas avenidas Palmeiras, Tarumãs, Jacarandás e Ingás).

Fora desta área, os novos prédios poderão ter 25 andares quando localizados em avenidas (antes o limite era 21) e, em ruas, onde antes os edifícios poderiam ter até 8 andares, podem ter agora o máximo de 12 pavimentos.

“Temos em torno de 25 prédios com alvará liberado para construção, e outros 25 que ainda estão em análise para liberação. Soma-se a pelo menos 10, distribuídos pela cidade, que já estão subindo, nós temos esse número de 60 prédios”, aponta o diretor, que completa: “e podemos dobrar esse número com a atualização do Plano Diretor”.

“É importante as pessoas saberem que a empresa contratada para nos auxiliar nas estatísticas, no processo de avanço no Plano Diretor, mostrou que Sinop é um polo atrativo em todas as áreas. Por exemplo: não somos o maior produtor de soja, mas somos a maior revenda de insumos, mecânica, produtos e maquinário agrícola, como trator, grade, colheitadeira. Nossa comercialização supera a dos demais municípios”, aponta Magnani.

E como isso é possível? Entendendo que a verticalização é um processo natural, gradual e sustentável.

Para atrair mais investidores interessados em despejar milhões – ou bilhões – de reais em Sinop, é preciso muito estudo, planejamento e viabilidade. É preciso entender que construir edifícios não é uma proposta aleatória, e sim baseada no desenvolvimento contínuo da cidade.

“Não queremos apenas atrair o investidor para construir grandes arranha-céus. Queremos tornar o município sustentável, no qual o centro antigo, composto pela Avenida Júlio Campos e vias adjacentes, continue sendo o pulmão do município, e cada região que receba uma edificação seja uma nova zona viva, pulsando, com movimento”.

Segundo Magnani, os terrenos no centro de Sinop hoje estão extremamente valorizados. Essa gradual “substituição” de residências por comércios fez a população moradora migrar para outras localidades.

Nesse caso, o ‘fluxo de vida’ precisa acompanha-las. “Onde um prédio é implantado, cria-se um convívio. Uma praça, uma loja, farmácia, geral vida nesses locais”, indicou o diretor do Prodeurbs.

ALVARÁS DE CONSTRUÇÃO

Nesta semana, o Observatório de Dados da Prefeitura de Sinop divulgou que 389 alvarás de construção foram emitidos em novembro, chegando a 3.092 ao longo deste ano (de janeiro a novembro). 

Isso representa um crescimento de 19,2% em relação ao mesmo período do ano passado (2.594 emissões).

O resultado deste ano, representa 57.245,9 m² autorizados para construção.

GARGALOS

Como se percebe, muito investimento está sendo feito, porém, é preciso levar em consideração alguns aspectos que precisam e estão sendo alterados na cidade.

Por não haver 100% de rede de esgoto e saneamento pela cidade, os novos projetos de edificação precisam conter o processo de tratamento do descarte, assim como soluções para a demanda energética. A qualificação de mão de obra também é um gargalo.

“Mas a construção civil é um potencial gerador de serviços, e agrega diversas áreas”, completa Luiz Magnani.

Nesse cenário de reinvenção, a cidade que já teve sua economia baseada na madeira e no agronegócio, agora se destaca em serviços e na construção civil, um setor que impulsiona todos os outros.

“A grande demanda [da Administração] é avançar sem criar problemas, e isso Sinop está tirando de letra. É só olhar para cima e para os lados para ver o quanto a cidade está crescendo, em todos os sentidos”, conclui Luiz Henrique Magnani.

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