Boa noite, Quarta Feira 01 de Abril de 2026

Economia

Famato defende mais transparência na classificação de grãos em Mato Grosso

Publicado em 01 de Abril de 2026 ás 17:30

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) reforçou a necessidade de maior transparência e padronização na classificação de grãos no Estado, especialmente da soja, durante encontro com representantes do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM) e de instituições públicas e privadas.

O tema “Diálogo com o Setor Produtivo” tratou de uma demanda recorrente dos produtores rurais: a divergência entre a qualidade real dos grãos entregues e a classificação atribuída pelos compradores nos pontos de entrega, como armazéns e tradings. Atualmente, as avaliações seguem normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mas ainda enfrentam entraves relacionados à falta de uniformidade e de critérios padronizados.

Durante a reunião, o superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer, defendeu a adoção de tecnologias que reduzam a subjetividade na análise da qualidade. Entre as propostas discutidas está a utilização de equipamentos automatizados de classificação da soja, substituindo laudos baseados apenas na observação humana.

“É a oportunidade de expor as demandas, as dores e as dificuldades que, muitas vezes, passam despercebidas no setor produtivo. A comercialização começa ainda na descarga, na classificação e na aferição da qualidade dos grãos, e isso pode gerar prejuízos que o produtor nem sempre percebe. Esse espaço permite construir uma agenda positiva e sair com um plano de ação para solucionar essas prioridades”, afirmou Gauer.

O Sistema Famato acompanha a pauta há anos, e a discussão ganhou ainda mais relevância diante das inconsistências relatadas por produtores entre o padrão físico do produto entregue e a classificação atribuída pelos compradores a cada safra. Para reduzir conflitos comerciais e trazer maior segurança jurídica às negociações, o setor tem investido em sistemas de classificação automatizada, que utilizam equipamentos para avaliar o produto com maior precisão.

De acordo com Thiago Pereira, assessor técnico da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Inmetro e o Ministério da Agricultura estão desenvolvendo protocolos para validar esses novos equipamentos. “A CNA, o Sistema Famato e outras instituições têm contribuído com informações vindas dos produtores. A perspectiva é positiva e a expectativa é que ainda neste ano haja avanços na validação desse processo”, destacou.

A expectativa é que, nos próximos meses, os protocolos em desenvolvimento amadureçam e resultem em soluções práticas para o campo, com a formação de grupos de trabalho para discutir testes, rotinas e regras operacionais para a adoção de um sistema de classificação mais transparente e tecnológico em Mato Grosso.

Credito: Mato Grosso Economia

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