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Agro

Mato Grosso acelera colheita e safrinha de milho já alcança 4,4% da área no Centro-Sul; produção brasileira deve superar 139 milhões de toneladas

Publicado em 08 de Junho de 2026 ás 13:50

A colheita da segunda safra de milho começou a ganhar ritmo no Brasil e já alcançou 4,4% da área cultivada no Centro-Sul, segundo levantamento divulgado pela AgRural. O avanço representa uma aceleração significativa em relação à semana anterior, quando os trabalhos atingiam apenas 2,4%.

O principal motor desse crescimento continua sendo Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e vem apresentando desempenho acima da média. Enquanto isso, outras regiões ainda enfrentam desafios relacionados à umidade e às condições climáticas.

Mato Grosso segue puxando a colheita nacional

Os trabalhos de campo avançam rapidamente em Mato Grosso, que mais uma vez se destaca como referência na produção de milho do país.

O estado apresenta condições favoráveis para a retirada dos grãos e segue muito à frente de outras regiões produtoras.

Enquanto isso, o Paraná, segundo maior produtor da safrinha, ainda enfrenta dificuldades para acelerar os trabalhos devido à elevada umidade nas lavouras.

Mato Grosso continua sendo o principal responsável pelo avanço da colheita brasileira.

O desempenho do estado reforça sua importância estratégica para o abastecimento interno e para as exportações do cereal.

Mato Grosso do Sul também entra no mapa da colheita

Outra novidade observada nesta semana foi o início da colheita em áreas isoladas de Mato Grosso do Sul.

Embora ainda em ritmo inicial, o avanço demonstra que a safra começa a ganhar força em diferentes regiões produtoras do país.

A expectativa do mercado é que os trabalhos acelerem nas próximas semanas, principalmente se as condições climáticas permanecerem favoráveis.

A colheita começa a se expandir para novos estados produtores.

Isso contribui para aumentar a oferta de milho disponível ao mercado ao longo do segundo semestre.

Produção passa por ajustes, mas segue robusta

AgRural concluiu uma nova revisão de suas projeções para a safra 2025/26 no final de maio.

Alguns estados registraram redução nas estimativas de produtividade devido à falta de chuvas, especialmente em GoiásMinas Gerais e São Paulo.

A estiagem afetou parte das lavouras e obrigou os analistas a revisarem os números para baixo.

A seca reduziu o potencial produtivo em importantes regiões agrícolas.

Mesmo assim, o cenário nacional continua bastante positivo.

Mato Grosso compensa perdas em outros estados

O excelente desempenho das lavouras mato-grossenses ajudou a equilibrar parte das perdas registradas em outras regiões.

As produtividades esperadas no estado permanecem elevadas, sustentando a confiança do mercado em uma grande safra nacional.

Graças a esse resultado, a redução na projeção brasileira foi relativamente pequena.

A estimativa da safrinha passou de um número ligeiramente superior para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas.

O bom desempenho de Mato Grosso evitou uma queda maior na produção nacional.

Esse fator demonstra o peso que o estado possui dentro do agronegócio brasileiro.

Produção total pode bater novo recorde

Quando somadas a primeira, a segunda e a terceira safras, a expectativa é de uma produção total de 139,9 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26.

O volume representa crescimento em relação à estimativa anterior de 138,9 milhões de toneladas.

O avanço se torna ainda mais expressivo quando comparado à temporada 2024/25, que registrou produção de 113,2 milhões de toneladas.

O Brasil pode colher quase 140 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

Caso o número seja confirmado, o país reforçará sua posição entre os maiores produtores globais do cereal.

O que explica o avanço da safrinha?

Especialistas apontam que o crescimento da produção brasileira está ligado a uma combinação de fatores.

Entre eles estão:

  • Uso de sementes mais produtivas;

  • Evolução da tecnologia agrícola;

  • Expansão das áreas cultivadas;

  • Melhor manejo das lavouras;

  • Investimentos em agricultura de precisão.

Esses fatores ajudam a elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

A tecnologia continua sendo uma das principais aliadas do produtor rural brasileiro.

O resultado aparece diretamente no aumento da produção nacional.

Mercado acompanha evolução da colheita

Com a chegada da colheita, o mercado passa a monitorar o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos produzidos.

Além disso, o comportamento dos preços dependerá da oferta disponível, da demanda interna e do desempenho das exportações brasileiras ao longo dos próximos meses.

O milho segue sendo uma das culturas mais estratégicas para o agronegócio nacional.

A evolução da colheita pode influenciar diretamente os preços do cereal nos próximos meses.

Produtores e compradores permanecem atentos aos próximos relatórios do setor.

Para Mato Grosso, o avanço da safrinha reforça o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro. Além de gerar renda no campo, uma grande produção movimenta transportadoras, armazenagem, cooperativas, indústrias e o comércio regional. O desempenho da safra também impacta diretamente o mercado de proteínas animais, já que o milho é um dos principais componentes da alimentação de aves e suínos.

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Fonte: CenárioMT

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