EM NÚMEROS  

 

 O poder do Noroeste

 

Uma das últimas regiões de Mato Grosso a se desenvolver, o Noroeste já apresenta números grandiosos

 

Esta edição da Fator MT traz como destaque uma das últimas regiões do estado de Mato Grosso a atrair uma quantidade considerável de pessoas e, automaticamente, a se desenvolver. Mas nem por isso ela deixa de ser importante. Muito pelo contrário. Os municípios da região Noroeste podem se valer daquela velha máxima de que “os últimos serão os primeiros”.

E é com este espírito que trazemos essa recente potência agrícola como destaque e com os holofotes voltados para cinco municípios: Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Comodoro e Sapezal, que juntos contabilizam dados e resultados animadores e que vêm inspirando a vinda não só de mais e mais e pessoas, como também, investimentos dos quatro cantos do Brasil e do exterior.

Em 2019, Mato Grosso mais uma vez ficou na liderança da produção nacional de milho e soja e despontou na primeira posição do ranking de Valor Bruto de Produção (VBP) total, com 16,2% da participação nacional. E a participação desses cinco municípios foi fundamental para o expressivo resultado.

Os dados apresentados no último mês de outubro pela pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os números de 2019 apontam que dentre os 50 municípios brasileiros com os maiores resultados em valores de produção agrícola no país, 22 são de Mato Grosso, três deles da região Noroeste que se colocam entre os 15 primeiros.

Sapezal é o segundo colocado – R$ 3,3 bilhões –, indicando um aumento de 1,1% em relação ao ano de 2018. O algodão herbáceo, soja, milho, feijão, arroz e o girassol foram os seis produtos mais rentáveis que fizeram Sapezal despontar para o segundo lugar nacional em valor de produção. Destaque também para a produção de algodão herbáceo que totalizou 894,8 mil toneladas, 18,2% a mais que no ano anterior o que gerou um valor de produção de R$ 1,9 milhão consolidando Sapezal como o maior produtor de algodão do Brasil em 2019, representando 13% da produção total brasileira.

Logo na quarta posição no ranking nacional e terceira em Mato Grosso vem Campo Novo do Parecis com R$ 3 bilhões, e Brasnorte na 15ª posição estadual com R$ 1,1 bilhão.

  

Uma região onde o futuro já chegou

 

Usar a frase acima para se referir ao Noroeste do Mato Grosso pode parecer utópico ou fora de contexto, mas não é. Nas cinco cidades que formam a região, a realidade é bem diferente da de muitas outras do estado. Nelas, os indicadores sociais e econômicos assustam pela grandiosidade e demonstram que esses municípios estão muito à frente. 

Nessas cidades, aquilo que é esperado por outras já é realidade, como boas escolas, saúde de qualidade, segurança e infraestrutura adequadas.    

Essa realidade vivida pelo Noroeste de Mato Grosso é proporcionada pela força da produção agrícola, que gera riqueza e renda e impulsiona outros setores, como a construção civil. 

Nos cinco municípios da região, o setor é forte, com centenas, talvez milhares de obras sendo executadas, loteamentos, condomínios luxuosos e grandes edifícios sendo lançados e construídos em ritmo acelerado, numa verdadeira “explosão” imobiliária e urbana.

Essas cidades têm vivido nos últimos anos uma grande transformação provocada pelo avanço da agricultura em áreas onde antes era praticada a pecuária extensiva e essa mudança de perfil, favorecida pela excelente logística formada por importantes rodovias pavimentadas - que pode ser ainda mais incrementada com a implantação de ferrovias que estão projetadas ou em fase de estudos de viabilidade - faz da região Noroeste de Mato Grosso uma ótima opção para empreender.

Para quem busca investir no agronegócio, ainda podem ser encontradas áreas com preços acessíveis. Para quem quer empreender no setor industrial, a grande oferta de matéria-prima faz do Noroeste o lugar ideal, e aqueles que têm o comércio como foco, a renda per capita da população proporcionada pela ótima oferta de emprego,garante o sucesso do empreendimento.

O Noroeste de Mato Grosso tem avançado no quesito industrialização. Em quase todas as cidades da região podem ser encontradas grandes plantas industriais onde são processadas proteína animal, fertilizantes, madeira, soja e algodão. O setor industrial, que está em franco crescimento, impulsiona a geração de empregos.

Outro grande destaque na região Noroeste é seu potencial turístico, formado por rios de águas transparentes,ideais para o mergulho; cachoeiras e corredeiras para prática de esportes radicais e uma diversidade etinico-cultural enriquecedora. 

O Noroeste de Mato Grosso é isso. Um lugar que não espera, faz acontecer.  

     

 POPULAÇÃO ESTIMADA

As cinco cidades em destaque nesta edição da Fator MT, têm uma população estimada de 111.049 pessoas, tendo o município de Campo Novo do Parecis liderando com 36.143. Em segundo lugar aparece a cidade de Sapezal com 26.688 habilitantes estimados de acordo com os números atualizados em 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

ÁREA TERRITORIAL

Quando falamos em área territorial, os cinco municípios juntos somam 67.323.469 km², o que representa uma área quase 23 vezes maior que a capital do estado, Cuiabá. Todas elas, inclusive, têm no mínimo o dobro de área territorial em relação à Cuiabá, como é o caso de Campos de Júlio. A maior cidade territorialmente entre elas é Comodoro com 21.518.254 km² que representa sete vezes a capital estadual.

 

ECONOMIA PUJANTE

A economia da região também cresce a passos galopantes. 

As cinco cidades juntos totalizam um PIB per capita na casa dos R$ 450.635,23. No ranking per capita divulgado pelo IBGE, a região tem duas cidades entre os cinco maiores PIBs de Mato Grosso.

Quem lidera é Campos de Júlio com R$ 190.238,95, esse número além de dar para a cidade o primeiro lugar na região oeste e no estado de Mato Grosso, o coloca também na décima segunda posição entre os 5.570 municípios brasileiros, uma posição de muito destaque.

A cidade de Sapezal aparece em terceiro lugar nessa lista mato-grossense, é o segundo da região oeste e ocupa a quinquagésima terceira posição entre os municípios brasileiros.

 

 

A FORÇA DA AGROPECUÁRIA

Muitos desses excelentes números econômicos devem ser créditos para o setor agropecuário. Ao todo entre os municípios de Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Comodoro e Sapezal dentro da agropecuária, de acordo com o setor de Produção Agrícola Municipal do IBGE, com dados atualizados de primeiro de outubro de 2020, mostram que as cinco cidades detém um total de 2.357.675 hectares cultivados, com a mesma quantidade (2.357.675) de área colhida por hectare.

Esses dados colocam quatro dos municípios que destacamos nesta edição, entre as cem melhores cidades do Brasil.

Sapezal desponta na segunda colocação com 673.983 hectares plantados e colhidos, perdendo apenas para o município de Sorriso com 1.163.286 de área plantada por hectare e 1.162.386 de área colhida.

O valor de produção de Sapezal ficou em R$ 3,381 bilhões, enquanto Campo Novo do Parecis teve seu valor de produção bruto na ordem de R$ 3,057 bilhões.

Junto, todo o valor bruto de produção das quatro cidades (Sapezal, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio e Brasnorte), que ficaram entre as cem principais do país, soma o valor de produção total de pouco mais de R$ 9,5 bilhões.

 

 

EDUCAÇÃO EM DESTAQUE

 

Se os números comprovam a força econômica das cinco cidades que formam o Noroeste de Mato Grosso têm graças ao agronegócio, a região também apresenta bons indicadores sociais. 

Na educação, por exemplo, dados do IBGE apontam que os cinco municípios em foco nesta edição têm o seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dentro da média brasileira que é de 5,8 para os anos iniciais, enquanto a nota média das cinco cidades é 5,7. A nota para os anos finais no Brasil é de 4,7, a mesma média registrada nas cidades aqui mencionadas.

Se formos detalhar um município, dá para escolher Campos de Júlio que apresenta uma média solo acima da média nacional, com nota 5,9 para os anos iniciais e 5,2 para os anos finais.

O Ideb é um indicador criado pelo governo federal para medir a qualidade do ensino nas escolas públicas.

 

RENDA MENSAL

Ainda de acordo com levantamento do IBGE o rendimento mensal das pessoas nessas cinco cidades é de 2,6 salários mínimos, tendo Campos de Júlio com a maior média, sendo 3 salários mínimos, seguido de Campo Novo do Parecis com 2,7, Sapezal e Brasnorte com 2,6 e Comodoro com 2,4 salários em média para a população.

 

  SOJA

1º Campo Novo do Parecis – 1.276.800 toneladas (3º MT e 4º BR)

2º Sapezal – 1.192.800 toneladas (5º MT e 7º BR)

3º Brasnorte – 772.800 toneladas (13º MT e 19º BR)

4º Campos de Júlio – 667.590 toneladas (16º MT e 26º BR)

5º Comodoro – 254.400 toneladas (37º MT e 89º BR)

 

MILHO

1º Campo Novo do Parecis – 1.513.200 toneladas (4º MT e 6º BR)

2º Brasnorte – 828.000 toneladas (8º MT e 14º BR)

3º Sapezal – 753.000 toneladas (10º MT e 16º BR)

4º Campos de Júlio – 707.100 toneladas (11º MT e 17º BR)

5º Comodoro – 230.000 toneladas (42º MT e 77º BR)

 

ALGODÃO

1º Sapezal – 894.794 toneladas (1º MT e 1º BR)

2º Campo Novo do Parecis – 454.315 toneladas (2º MT e 3º BR)

3º Campos de Júlio – 255.911 toneladas (5º MT e 6º BR)

4º Brasnorte – 40.886 toneladas (25º MT e 36º BR)

5º Comodoro – 22.193 toneladas (34º MT e 50º BR)

 

 

Área plantada e colhida

1º Campo Novo do Parecis – 781.689 hectares

2º Sapezal – 673.983 hectares

3º Brasnorte – 388.846 hectares

4º Campos de Júlio – 385.130 hectares

5º Comodoro – 128.027 hectares

  

CAMPO NOVO DO PARECIS

Rotas

MT-235, MT-170, MT-495, MT-498, MT-480, MT-249 e BR-364.

Altitude

570 m 

Localização Geográfica

Mesorregião 127, Microrregião 512 – Parecis. Médio norte mato-grossense.

Relevo

Chapada dos Parecis

Formação Geológica

Cobertura não dobradas de Fanerozóico. Chapada do Parecis.

Bacia Hidrográfica

Grande Bacia Amazônica. Para esta bacia contribui a Bacia do Rio Juruena.

Clima

Centro-Norte Equatorial quente e úmido com 3 meses de seca, de junho a agosto. Centro-Sul Tropical quente e sub-úmido com 4 meses de seca de maio a agosto. Precipitação média 1.750mm, com intensidade máxima em janeiro, fevereiro e março. Temperatura média anual 24ºC, maior máxima 36ºC, e menor mínima 0ºC.

 

 

 

BRASNORTE

Dados infográfico Brasnorte

Fonte: Sinfra e Governo do Estado de MT

 

Rotas

MT-170, MT-388, MT-242, MT-220 e BR-174.

Altitude

220 m

Distância da Capital

567 km

Relevo

Planalto Pareci, no sul. Depressão Interplanáltica da Amazônia Meridional, ao norte.

Bacia Hidrográfica

Grande Bacia do Amazonas. Contribui a Bacia do Rio Juruena, que recebe pela direita os rios Sangue e Papagaio. O Sangue recebe pela esquerda, o Rio Cravari.

Clima

Equatorial quente e úmido. Precipitação anual de 2.250mm, com intensidade máxima em janeiro, fevereiro e março. Temperatura média anual de 24ºC. Sendo maior máxima 40ºC e menor mínima 4ºC



SAPEZAL

Dados infográfico Sapezal

Fonte: Sinfra e Governo do Estado de MT

 

Rotas

MT-235, MT-183, MT-388, MT-505, MT-498 e BR-364.

Distância da Capital

480 km 

Relevo

Chapada dos Parecis

Bacia Hidrográfica

Grande Bacia do Amazonas. Para esta bacia contribui a Bacia do Rio Juruena, com os tributários Papagaio e Verde.

Clima

Equatorial, quente e úmido, com 3 meses de seca, de junho a agosto. Precipitação anual média de 1.750 mm, com intensidade máxima em janeiro, fevereiro e março. Temperatura média 24º C, maior máxima 38º C, menor 0º C.

 

 

 

CAMPOS DE JÚLIO

Dados infográfico Campos de Júlio

Fonte: Sinfra e Governo do Estado de MT

 

Rotas

MT-235, MT-478, MT-388, MT-505, e BR-364.

Altitude

650 m

Distância da Capital

650 km

Relevo

Planalto Parecis. Plano e suavemente ondulado.

Bacia Hidrográfica

Grande Bacia do Amazonas. Contribui os rios Juruena, Juína, Formiga e Securi.

Clima

Equatorial quente e sub-úmido, com precipitação anual de 2.500mm. Temperatura média anual de 24ºC, maior máxima 36ºC, menor mínima 4ºC.



 

COMODORO

Dados infográfico Comodoro

Fonte: Sinfra e Governo do Estado de MT

 

Rotas

MT-235, MT-358, MT-478, MT-440, MT-199, MT-319 e BR-174.

Altitude

600 m

Distância da Capital

646 km

Relevo

Planalto Parecis

Bacia Hidrográfica

Grande Bacia do Amazonas

Clima

No norte-centro-sul: Equatorial com 5 meses de seca, de abril a agosto com precipitação anual de 2.500mm. No extremo-sul: Tropical com 4 meses de seca de junho a setembro, com precipitação anual de 2.500mmm. Intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro. Temperatura média anual de 24ºC, maior máxima 36ºC, e menor mínima 4ºC.

 

 

 

 

INFOGRÁFICO POPULAÇÃO ESTIMADA EM 2020

Fonte: IBGE  

 

1º Campo Novo do Parecis – 36.143 hab.

2º Sapezal – 26.688 hab.

3º Brasnorte – 20.140 hab.

4º Comodoro – 21.008 hab.

5º Campos de Júlio – 7.070 hab.

 

 

 

 

 ÁREA TERRITORIAL EM 2020

Fonte: IBGE  

 

1º Comodoro – 21.518.254 km².

2º Brasnorte – 15.959.135 km².

3º Sapezal – 13.624.226 km².

4º Campo Novo do Parecis – 9.434.572 km².

5º Campos de Júlio – 6.787.282 km².

 

 

 

PIB PER CAPITA

Fonte: IBGE  

 

1º Campos de Júlio – R$ 190.238,95

2º Sapezal – R$ 103.551,68

3º Campo Novo do Parecis – R$ 87.440,88

4º Brasnorte – R$ 41.264,47

5º Comodoro – R$ 28.139,25

 

 

 

Valor de produção – 2019

Fonte: Produção Agrícola Municipal (PAM 2019)  

 

1º Sapezal – R$ 3,3 bilhões

2º Campo Novo do Parecis – R$ 3,05 bilhões

3º Campos de Júlio – R$ 1,5 bilhão

4º Brasnorte – R$ 1,1 bilhão

5º Comodoro – R$ 401 milhões

 

 

 

IDEB

Fonte: IBGE  

 

1º Campos de Júlio – Anos iniciais 5,9 Anos finais 5,2

2º Campo Novo do Parecis – Anos iniciais 5,8 Anos finais 4,9

3º Sapezal – Anos iniciais 5,7 Anos finais 4,8

4º Comodoro – Anos iniciais 5,7 Anos finais 4,5

5º Brasnorte – Anos iniciais 5,4 Anos finais 4,5

 

 

 

MÉDIA RENDA MENSAL POR PESSOA

Fonte: IBGE  

 

1º Campos de Júlio – 3 salários mínimos

2º Campo Novo do Parecis – 2,7 salários mínimos

3º Sapezal – 2,6 salários mínimos 

4º Brasnorte – 2,6 salários mínimos

5º Comodoro – 2,4 salários mínimos