Campo Novo do Parecis

O futuro é agora

Município vive um momento de expansão urbana e de verticalização da produção, tornando-se um grande polo de desenvolvimento regional

Quando o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon desbravou o “Chapadão dos Parecis” em sua Marcha para o Oeste, instalando linhas telegráficas entre o Mato Grosso e Rondônia, certamente imaginou que um dia aquela região seria ocupada, surgiriam grandes cidades e grandes fazendas. 

O que o “Patrono das Comunicações” pode não ter imaginado é a dimensão econômica que as cidades criadas na porção Noroeste do estado ganhariam, tornando-se grandes potências no agronegócio.

E uma dessas potências é Campo Novo do Parecis. Portão de entrada do “Chapadão”, o município, que conta com uma população estimada em 45 mil habitantes, destaca-se no cenário econômico como uma das mais sólidas fronteiras agrícolas mato-grossenses e brasileiras.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Campo Novo do Parecis em 2019 era dono do 4º maior PIB agropecuário do Brasil, com R$ 3,05 bilhões. Essa classificação se deu graças aos resultados obtidos com a produção de soja, milho, milho-pipoca, algodão, girassol, feijão e cana-de-açúcar, além da pecuária, que teve grande crescimento nos últimos anos. 

“Campo Novo, como referência no agronegócio, há muito tempo está consolidado, não só por questão de volume de produção, é a diversidade agrícola que mais impressiona nessa região”, destaca o prefeito Rafael Machado, reeleito para o seu segundo mandato consecutivo.

Aliado a outros setores da economia, como o comércio, a indústria – que nos últimos anos tem crescido de forma exponencial, à prestação de serviços e à construção civil, que também cresce vertiginosamente, Campo Novo do Parecis tem uma das maiores rendas per capita de Mato Grosso, batendo na casa dos R$ 104 mil anuais. 

E com todo esse poder econômico, a oferta de bens de consumo não poderia ser menor. No comércio local, a população encontra desde um simples perfume a móveis de alto requinte, veículos de luxo e máquinas agrícolas de última geração. Setores como saúde e educação não deixam nada a dever a grandes centros. 

O prefeito Rafael Machado destaca que Campo Novo do Parecis, além do desenvolvimento econômico, “tem a sua maior riqueza no seu povo”. Segundo ele, a diversidade tão presente no agronegócio, também pode ser encontrada na população, que tem sua origem em várias regiões. “São pessoas dos quatro cantos do país que aqui chegam com muita esperança na mala e vontade de fazer a diferença, com vontade de trabalhar”, observa.

Ele também aponta que Campo Novo é uma cidade que tem vocação para o desenvolvimento devido às suas características de clima, de solo e pelas belezas naturais. “E a população com esse espírito empreendedor, com essa vontade de trabalhar, é inevitável o sucesso. O recado que fica é: venham conhecer uma verdadeira terra de oportunidades”, diz o prefeito.

Uma cidade que não para

O prefeito Rafael Machado destaca que a diversificação no campo reflete em outros setores e beneficia de forma direta e indireta toda a população. “Onde tem um agro forte é uma região que não para. É 24 horas trabalhando mesmo e o retorno para o Poder Público é imediato, que é o retorno do ICMS”, comenta. 

E toda essa movimentação de combustível, de máquinas, de pessoas, faz com que a cidade realmente se torne ativa, uma cidade que não para. “Para a população eu acho que a questão da oferta de emprego é o principal benefício”, enfatiza o prefeito.

 

Verticalização da produção e geração de empregos

A força do agro em Campo Novo do Parecis é responsável pela geração de milhares de empregos, tanto no campo como na cidade. E essa oferta de trabalho e geração de renda deve aumentar ainda mais, pois o município nos últimos anos vem experimentando um gradativo processo de industrialização. 

E o etanol, que faz parte da história econômica de Campo Novo do Parecis há mais de três décadas e está ligado à história da cidade desde antes de sua criação, mais uma vez está no centro do processo de verticalização da produção agrícola do município. 

Ainda no primeiro semestre de 2021 começa a ser construída em Campo Novo - que já conta com uma usina de etanol derivado da cana-de-açúcar – uma indústria de etanol a partir do milho.  A unidade industrial que será implantada pela FS Bioenergia, terá investimento de R$ 1 bilhão e vai gerar cerca de 1,5 mil postos de trabalho diretos na execução da obra e cerca de 300 na indústria. 

Além da implantação dessa nova usina da FS Bioenergia, Campo Novo do Parecis contará também com uma planta da Etamil, uma subsidiária da Coprodia, empresa que atua na área de produção de açúcar e etanol à base de cana-de-açúcar há mais de 30 anos no município e gera mais de 1,5 mil empregos diretos. 

A Etamil, que está em fase de implantação, produzirá etanol a partir do milho e terá capacidade para esmagar 700 toneladas por dia, resultando em 294 mil litros do combustível diariamente. 

A instalação das usinas de etanol de milho vai impulsionar também outros segmentos da economia, como a pecuária de corte, que terá grande oferta de DDG, resíduo do milho usado na alimentação bovina. O setor madeireiro também será impactado com a produção de biomassa utilizada nas usinas.  “A cadeia vai se estender e é regional”, diz o prefeito

Economia forte, mais qualidade de vida para a população

Em Campo Novo do Parecis, os impostos gerados pelas atividades econômicas desenvolvidas no município têm retornado de maneira eficiente para a população em forma de obras e investimentos em todos os setores da administração pública, que buscam oferecer cada vez mais, uma melhor qualidade de vida. 

“A partir do momento em que se gera essa quantidade de retorno, de impostos que voltam para o município, cabe ao gestor público fazer a leitura da sociedade, da comunidade e devolver isso em serviços e obras para a população”, observa o prefeito.

Ele também destaca que um município que tem uma arrecadação de impostos forte consegue realizar investimentos sem depender em parte ou exclusivamente de repasses dos governos estadual e federal

“A gente consegue ter um recurso próprio para fazer as obras de necessidade, ou seja, não precisa ter aquela situação que falam, ‘com o pires na mão’. É só ter planejamento, organização e vontade de fazer”, afirma Rafael Machado. 

 

Crescimento Imobiliário acelerado

 

Ao longo dos últimos anos Campo Novo do Parecis vem experimentando um crescimento significativo do setor imobiliário com a implantação de sete loteamentos residenciais e um industrial, todos com sucesso de vendas.  

E de fato, quem chega à cidade se depara com um verdadeiro canteiro de obras. São casas, prédios comerciais e edifícios de apartamentos - mostrando que a verticalização chegou para ficar. Além disso, pelo menos três grandes loteamentos estão em fase de implantação e recebendo as obras de infraestrutura. 

Todo esse crescimento é o reflexo do ótimo momento vivido por outros setores da economia, especialmente o agronegócio, que fez com que empresários do setor imobiliário, e até mesmo produtores rurais em buscas de novos ramos de negócios, investissem na implantação de condomínios residenciais horizontais e verticais, e de bairros de médio e alto padrão. 

“Eu não sei por qual razão, mas durante os últimos dez anos houve uma estagnação nessa questão do crescimento imobiliário, tanto que era uma das dificuldades para a população que queria vir para Campo Novo do Parecis os altos valores dos aluguéis e de terrenos”, reconhece o prefeito. 

No entanto, entre 2016 e 2021, o cenário mudou. No período foram aprovados cinco novos loteamentos – quatro residenciais e um empresarial, o que fez com que a cidade praticamente dobrasse o tamanho de sua área urbana. 

“Isso é muito importante. A construção civil, se olhar para a cadeia como um todo, é a que mais movimenta a economia de um município”, destaca o gestor. “A construção civil, eu costumo dizer que agrada a Maria que quer a casa e agrada o João que quer o emprego”, completa. 


 

Números confirmam crescimento imobiliário

Se entre 2006 e 2015, Campo Novo do Parecis teve um crescimento imobiliário tímido, não se pode dizer o mesmo do desenvolvimento do setor nos últimos quatro anos. Os números mostram um crescimento significativo no período. 

Em 2016, de acordo com a Prefeitura do Município, a cidade contava com apenas 2.387 lotes sem construção, demonstrando que havia uma grande demanda reprimida por terrenos. 

Em 2020 esse cenário mudou completamente, com o número de lotes vazios saltando para 6.097. Esse aumento é o reflexo dos investimentos feitos pela iniciativa privada na criação de novos loteamentos.

O número de imóveis residenciais, comerciais e industriais construídos na cidade também teve um aumento significativo nos últimos quatro anos, saltando de 7.233 em 2016 para 8.362 em 2020. Entre terrenos e imóveis construídos, Campo Novo saiu de 9.620 para 14.459 no mesmo período.

Outro número que chama a atenção é o de novas obras iniciadas. Em 2016 foram expedidos pela Prefeitura apenas 189 alvarás de construção. Ao longo dos últimos quatro anos esse número foi crescendo, seguindo o desenvolvimento econômico do município, e chegou a 715 em 2020.


 

Preparando a cidade para o futuro

Quando uma cidade experimenta um grande crescimento econômico, é natural que ela atraia cada vez mais pessoas em busca de realizar o sonho de uma vida melhor. 

E isso, consequentemente, aumenta a demanda pelos serviços públicos e exige dos gestores um planejamento eficiente para que o aumento populacional não provoque gargalos em setores essenciais.

De acordo com os dados do IBGE, nos últimos dez anos Campo Novo do Parecis passou de 27,6 mil moradores para 36,1 mil, mas esse número pode ser muito maior, de acordo com o prefeito. “Estimamos que nós estejamos aí com 45 mil. Com certeza nesse censo de 2021 nós vamos ter a surpresa de termos passado de 47 mil habitantes”, acredita o prefeito. 

Esse aumento populacional contribui com o aumento do Índice de Participação dos Municípios. “Só essa mudança de faixa, passando de 47 mil habitantes, nos eleva em R$ 4 milhões ano a nossa receita. Já é uma creche por ano a mais só de atualizar o número populacional”, informa. 

E esse crescimento da população, na opinião do prefeito, deve continuar acontecendo. “A previsão nossa é em dez anos chegar a 80 mil habitantes”. Um dos fatores apontado por Rafael para esse aumento no número de moradores é a instalação de duas grandes usinas de etanol, que vai movimentar toda uma cadeia produtiva. 

Se por um lado o crescimento urbano e o desenvolvimento econômico representam aumento na arrecadação de impostos, por outro eles exigem mais dos gestores.

“O Poder Público tem que estar preparado, principalmente nas áreas de Saúde, de Educação e posso dizer até Assistência Social. E Campo Novo está preparado para isso”, afirma.

Um desafio a ser enfrentado pela cidade é no saneamento básico, setor em que o município ainda é carente por não contar com rede coletora e estação de tratamento de esgoto. 

Para resolver esse problema, a Administração Municipal já iniciou as conversações e as tratativas com o Poder Legislativo e também junto à população. “Esse é o momento que Campo Novo vive, que é um momento de investimento pesado em obras estruturantes”, enfatiza o gestor.

Ele também cita que uma das propostas para melhorar o atendimento na área de saúde é a implantação de dez leitos de UTI pela Prefeitura para atender a população local e também dos municípios vizinhos. 

Segundo o prefeito, setores como educação, saúde, saneamento básico e infraestrutura estão sendo pensados agora para não terem problemas no futuro. Para isso, além dos estudos, estão sendo feitos investimentos, como a aquisição de uma usina de asfalto quente (CBUQ). “Não teria lógica adquirir essa usina para recapear a cidade que já existe. Isso aqui já é prevendo os próximos dez anos”, ressalta. 

A aquisição da usina de CBUQ, segundo ele, visa dar condições para que o Município pavimente também as vias vicinais por meio de parcerias com produtores rurais. A primeira estrada projetada para ser asfaltada ainda esse ano é a Linha Santa Maria, que tem 63 quilômetros de extensão. 


 

Planejamento pensado por especialista

De acordo com o arquiteto e urbanista Enio Perim, do alto dos seus 40 anos de experiência em planejamento urbano, tendo atuado no Brasil, na Itália, Espanha e Paraguai, e responsável pela elaboração de um estudo sobre o crescimento futuro de Campo Novo, “tanto em uma cidade planejada como em uma não planejada, podem existir erros”. A diferença, segundo ele, “está no tamanho desse erro cometido por aquela que planejou e por aquela que não planejou”. 

Ele destaca que o planejamento é uma ferramenta que auxilia na busca por um futuro melhor. “Antever riscos e potenciais de um território é premissa de um bom sistema de planejamento e seu instrumento mais importante para operar o processo é o plano diretor municipal, que é o principal, mas temos também planos de ações governamentais, planos setoriais, entre outros”, diz ele. 

Com larga experiência na elaboração e revisão de planos diretores de vários municípios, ele destaca que Campo Novo do Parecis, por ser um município com grande potencial de desenvolvimento e com uma agricultura forte, tende a manter um ritmo de crescimento em escala geométrica. 

“Portanto, o governo municipal deverá atuar de forma permanente com um eficiente sistema de planejamento e também ser indutor de boa ocupação territorial urbana”, recomenda. “É importante que seu território seja pensado olhando sempre algumas décadas à frente. Ocupações urbanas equivocadas poderão custar muito caro ao poder público para serem corrigidas logo adiante”, alerta.

Perim afirma que o planejamento urbano é essencial para garantir que Campo Novo do Parecis tenha, no futuro, qualidade de vida e equilíbrio ambiental. “Um futuro harmônico é determinante para que todos vivam felizes”, aponta. 

 

Polo do Chapadão

Uma das obras estruturantes destacada pelo prefeito Rafael Machado é o aeroporto regional de Campo Novo do Parecis, que está sendo realizado com recursos do Município e que está em fase final de execução.

O novo aeroporto terá pista pavimentada com 1,6 mil metros de extensão e sinalização para pousos e decolagens noturnos. A obra ilustra bem o momento econômico vivido por Campo Novo e coloca o município no seleto grupo das cidades do interior de Mato Grosso que contam com uma pista pavimentada e com capacidade para operar à noite. 

Além de se tornar um grande atrativo para novos empreendimentos, já que facilita para os investidores que se utilizam de aeronaves em seus deslocamentos, o aeroporto trará também reflexo positivo em outros setores. Um deles é o da saúde, facilitando e agilizando o transporte de pacientes para centros maiores. 

Previsto para ser inaugurado em março, o novo aeroporto, orçado em R$ 7 milhões, está sendo construído em uma área doada pelo grupo empresarial Água Azul, que atua no agronegócio, e está avaliada em R$ 6 milhões. Todo o projeto de engenharia foi doado pela Associação Decola Campo Novo, formada por produtores rurais e empresários, cabendo à Administração Municipal a execução da obra.

“Olhando para trás, o aeroporto do Chapadão dos Parecis com relação ao que ele representa economicamente, eu posso chamar assim: a consolidação de Campo Novo como polo desse Chapadão. Essa é a mensagem que esse aeroporto traz”, destaca o prefeito Rafael.


 

Expansão urbana

Momento econômico de Campo Novo do Parecis impulsiona setor imobiliário

 Nos últimos anos foram lançados vários empreendimentos, todos com sucesso de vendas, e a projeção é que o setor continue crescendo

 

Alavancado pelos altos índices de rendimento no campo e pela verticalização de sua economia, Campo Novo do Parecis tem vivido um dos seus melhores momentos também no setor imobiliário. 

A criação de novos bairros, condomínios horizontais e verticais de médio e alto padrão, que literalmente “brotam” em várias regiões da cidade, tem impulsionado a economia local e revela a confiança dos investidores e comprova o quanto a cidade está crescendo. 

Empresário da construção civil com larga experiência no setor, Josair Gonçalves da Cruz apostou na verticalização e lançou em 2017 um prédio com 24 andares, 57 apartamentos e sete salas comerciais na região central de Campo Novo. O sucesso do empreendimento foi total, com todos os apartamentos e salas vendidos antes mesmo do prédio ser concluído.

Verticalização potencializa o aproveitamento dos terrenos 

Recentemente, Josair, que em 2020 - mesmo com a pandemia do novo coronavírus construiu e comercializou 70 casas, lançou um novo empreendimento vertical com 4 blocos, cada um deles com 4 andares e um total de 64 apartamentos. 20 apartamentos já foram vendidos antes mesmo do início da obra.

Estão sendo construídos em Campo Novo sete prédios de apartamentos, o que mostra que a verticalização da construção civil é uma tendência, principalmente na região central da cidade. E um dos fatores que contribui para isso é o valor dos lotes. 

A construção de condomínios verticais, aponta Josair, potencializa a utilização dos terrenos, que conforme a localização tem preços elevados. Outro fator apontado por ele é a proximidade dos moradores com o comércio e a segurança. 

Olho: “O bom momento vivido pela agricultura e a vinda de novas empresas impulsionaram a construção civil e aqueceram o mercado imobiliário em Campo Novo do Parecis”

Mas o que levou Campo Novo do Parecis a experimentar esse “boom” da construção Civil e essa expansão urbana? Para Josair, que também atua no setor de concreto usinado, a resposta está no rendimento do agronegócio, que vive uma excelente fase. “Como aqui é uma região de lavoura, as pessoas ganham bem, querem comprar a primeira casa ou trocar a que tem por outra maior. É isso”, diz ele. 

A vinda de várias empresas que atuam no setor industrial e comercial também é apontada por ele como um dos fatores que aqueceram o mercado imobiliário local. Esse aquecimento tem aumentado a oferta de trabalho na construção civil e as construtoras já estão tendo dificuldade para conseguir mão de obra. “Emprego tem, mas hoje já começa a faltar gente. Nós mesmo estamos precisando de umas 15 pessoas”, revela.

Atuando no setor imobiliário há 31 anos, Gilberto Brolio, da Imobiliária Nossa Senhora Aparecida, pioneira no município e que pertence ao Grupo Brolio, reconhece que Campo Novo do Parecis sempre foi favorável a novos empreendimentos imobiliários devido à agricultura, entretanto, entre 2016 e 2020 houve um incremento muito maior no segmento.

Brolio aponta que a verticalização da produção contribuiu para isso. “Sem dúvida alguma é o fator das indústrias, que estão se ampliando acompanhando diretamente o setor agrícola, o milho principalmente, e as culturas da soja, do girassol e por último o caroço de algodão”, destaca.

 “Sem dúvida alguma que é o fator das indústrias, que estão chegando acompanhando diretamente os setor agrícola, que está impulsionando o setor imobiliário” (Gilberto Brolio)

O crescimento industrial, avalia Brolio, atrai trabalhadores e aumenta a procura não só para a compra de casas ou apartamentos, mas também para locação. E há demanda também por prédios comerciais. “Em média, nos últimos cinco anos não tem baixado de 100 clientes por mês a procura de imóveis para alugar”, revela. 

Diante do momento vivido por Campo Novo do Parecis, e que deve se estender por vários anos, o Grupo Brolio planeja novos investimentos na implantação de condomínios horizontais a partir de 2022. 

Engenheiro Civil, Cristiano Ribeiro Garcia é diretor da Maná Construtora, empresa com sede em Goiânia e que foi atraída para Campo Novo do Parecis justamente pelo crescimento imobiliário. “Nós vimos que tinha muito mercado aberto ainda para construtoras, para lançamentos, para bons projetos e foi exatamente o que nós fizemos”, diz. O primeiro empreendimento da empresa foi o Ita Condomínio Club, um conjunto com três torres, cada uma delas com sete andares e que foi sucesso de vendas. 

Cristiano também vê a verticalização imobiliária em Campo Novo como uma tendência que deve se consolidar. “Esse é o caminho da construção. A população crescendo, alta renda, o agronegócio fortíssimo, tudo isso favorece”, observa. 

O crescimento imobiliário de Campo Novo do Parecis, na opinião de Cristiano, não tem prazo para cessar. Ele embasa essa análise no potencial econômico da cidade, que cada vez mais atrai moradores por ser referência nacional no agronegócio.

 “Esse é o caminho da construção. A população crescendo, alta renda, o agronegócio fortíssimo, tudo isso favorece”, (Cristiano Ribeiro Garcia)

Nova perspectiva de negócio

Sócia-proprietária da Guarani Empreendimentos Imobiliários, empresa que pertence à família Andrzejewski, a arquiteta e urbanista Waleska Andrzejewski Avozani avalia que o desenvolvimento imobiliário de Campo Novo do Parecis não contempla apenas os empreendedores que investem no município. “É um momento de muita prosperidade para as imobiliárias e para todos os profissionais envolvidos no setor da construção civil”, diz. 

Ela ressalta que esse bom momento está sendo impulsionado pela agricultura e também por uma nova percepção de negócio por parte dos produtores rurais. “A partir dessa realidade, os fazendeiros vêm a oportunidade de transformar as suas fazendas em novos loteamentos”, completa.

 “É um momento de muita prosperidade para as imobiliárias e para todos os profissionais envolvidos no setor da construção civil” (Valeska Andrzejewski )

Há cerca de 20 anos a Guarani Empreendimentos Imobiliários lançou o Jardim Olenka, loteamento que se transformou em um bairro consolidado. Para o próximo ano, a empresa pretende lançar o Jardim das Hortênsias, loteamento de propriedade das empresárias Rosália e Alexandra Andrzejewski que na prevê 1,5 mil lotes. Para o futuro, ainda estuda a possibilidade de expansão do Olenka em uma área contígua de mais de 80 hectares.

A arquiteta, que também é mestre em planejamento urbano e regional pela UFRGS, faz apenas uma ressalva em relação ao crescimento urbano de Campo Novo do Parecis. “É muito importante que a expansão seja acompanhada pela densificação, com a efetiva ocupação dessas novas áreas urbanizadas, de forma que a especulação imobiliária sirva ao seu propósito econômico, mas que a função social da terra, que é a de moradia e/ou de produtividade seja alcançada”, diz. 

Além do já citado momento de grande ganho com a atividade agrícola e a vinda de novas empresas, o crescimento populacional de Campo Novo do Parecis é apontado pelo empresário André Luis Souza Borges, da Safra Negócios Imobiliários, como outro fator que contribui com a expansão imobiliária da cidade. 

Por ano, segundo ele, são mais de mil novos moradores. “E a gente entende que essas pessoas têm que morar, tem que ter lugar pra ficar”, diz. 

Para André, a expansão imobiliária é uma realidade em várias cidades de Mato Grosso, mas em Campo Novo é diferente, é mais intenso. “Tanto é que a gente sabe que não estamos sozinhos, tem outras incorporadoras e até onde a gente sabe, todas estão indo bem”, destaca. 

 “A expansão imobiliária é uma realidade em várias cidades de Mato Grosso, mas em Campo Novo do Parecis é diferente” (André Luiz Souza Borges)

De acordo com Rafael Augusto Minozzo, administrador da ZTM Construtora e Empreendimentos Imobiliários, apesar de 2020 ter sido um ano atípico devido à Covid-19, a economia em Campo Novo do Parecis não sofreu grande impacto, e a construção civil foi o setor que mais cresceu na cidade.

A crise sanitária fez com que as pessoas repensassem seus planos. “Muita gente deixou a próxima viagem de lado para focar na qualidade de vida, no lazer, conforto e segurança da família, reinvestindo no próprio lar. Isso gerou uma fantástica recirculação monetária em Campo Novo do Parecis. Tudo isso impulsionado pelo agronegócio, que não para”, destaca Rafael.

 

 “Muita gente deixou a próxima viagem de lado para focar na qualidade de vida, no lazer, conforto e segurança da família, reinvestindo no próprio lar. Isso gerou uma fantástica recirculação monetária em Campo Novo do Parecis” (Rafael Augusto Minozzo)

 

Ele aponta que a cidade tinha uma estrutura imobiliária deficitária, que não atendia a demanda de moradia, ampliada pelo número de pessoas que escolhia morar em Campo Novo. 

 

Pelas contas de Rafael, havia na cidade um déficit habitacional de mais de cinco mil imóveis, situação que se confirmou com a criação de novos bairros que fizeram girar a roda da economia local, movimentando uma grande cadeia de atividades, como o comércio e a prestação de serviços, entre outros. 

 

“A gente observa que até falta material [de construção] devido a tantas obras espalhadas pela cidade, movidas por essa agricultura aquecida. O dinheiro recircula. E mesmo em ano de pandemia, no qual o município acabou não sendo tão afetado, a população investiu em imóveis, algo que dá solidez em momento de crise”, diz.

 

Para Samuel Albuquerque, da Nova Soluções Imobiliárias, para que a economia local siga aquecida e os mercados imobiliários e da construção civil continuem em alta, é preciso desenvolver um planejamento que envolva todos os setores visando criar cada vez mais oportunidades de negócios que possam ampliar a geração de empregos e renda. 

 

“Precisamos estabelecer um plano estratégico de desenvolvimento econômico, sustentável e social, com políticas de incentivos fiscais para estimular a instalação de novas empresas, privilegiando também as empresas existentes no município”, observa. 

Em relação ao ‘boom’ da construção civil, ele aponta que além dos fatores já citados, a facilidade de negociação, com entradas que não pesam no bolso do cliente e longos prazo para pagamento, contribuíram para o aquecimento do setor. 

“No segmento de loteamento, hoje um cliente compra um lote com uma entrada facilitada e o restante em média com até 180 meses para pagar e financiado diretamente com o loteador. Para aquisição de um imóvel pronto - uma casa ou um apartamento, as instituições financeiras possuem financiamentos em até 360 meses com índices e correções bem atrativos”, comenta.

Samuel também aponta outras características que contribuem com a expansão imobiliária em Campo Novo do Parecis. Uma delas é a “força de venda”. 

“Hoje a cidade conta com cerca de 60 corretores credenciados, que trabalham de uma forma harmônica, motivada e produtiva. Tem também um Delegado Regional dos corretores locais pelo CRECI-MT, Cléo Bagatini, um profissional atuante e predisposto a colaborar com o desenvolvimento e o crescimento do mercado imobiliário”, diz Samuel.

 “O Mundo está em transformação, o Brasil está em um processo de mudança, o Mato Grosso vive um novo momento, a hora de investir é agora e em Campo Novo do Parecis” (Samuel Albuquerque)

Ele cita ainda a quantidade de empresas ligadas à construção civil instaladas na cidade, como depósitos de materiais de construção, instaladoras elétricas, empreiteiras e profissionais liberais, além de agências de propaganda e marketing; empresas de ações promocionais, de comunicação visual e outras que compõem a cadeia de atividades envolvidas no desenvolvimento e no lançamento de um produto imobiliário.  “O Mundo está em transformação, o Brasil está em um processo de mudança, o Mato Grosso vive um novo momento, a hora de investir é agora e em Campo Novo do Parecis”, diz. 

 

  

 

Infográfico

Números demonstram a evolução do mercado imobiliário em Campo Novo do Parecis

Terrenos sem construção em 2016: 2.837

Terrenos com construção em 2016: 7.233

Terrenos sem construção em 2020: 6.097

Terrenos com construção em 2020: 8.362

 

Número de alvarás para novas construções expedidos pela Prefeitura

2016: 189

2017: 274

2018: 395

2019: 652

2020: 715




Crescimento demonstra confiança dos investidores

Para o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo José Burgel, Campo Novo do Parecis está vivendo o seu melhor momento no que diz respeito ao desenvolvimento econômico. E toda essa pujança, aponta ele, tem refletido diretamente no setor imobiliário e proporcionado uma grande expansão urbana. 

Esse cenário, na opinião do presidente da Câmara, confirma a confiança dos empreendedores, que segundo ele, está em alta. “Hoje a gente vê aí edifícios, prédios sendo construídos na cidade, a expansão urbana crescendo muito, grandes indústrias chegando no município, então acredito que quem está aqui está muito confiante e quem chega de fora aposta também na cidade porque vê que está realmente em expansão”, enfatiza.

Para quem pretende investir em Campo Novo do Parecis, Burgel é enfático. “Acho que Campo Novo é um dos locais onde tem as maiores valorizações do Brasil, se nós pegarmos o [valor do] metro quadrado a gente vai ver aí que é comparado até mesmo aos níveis de litorais. Quem está chegando está vendo esse crescimento e quem quiser investir em Campo Novo, avalie bem por quê Campo Novo, sim, é a bola da vez”, diz.