Brasnorte 

 

Futuro celeiro de produção

 Lavouras de soja e de milho avançam no município e começam a ocupar lugar de destaque na economia local

Distante 575 quilômetros de Cuiabá, Brasnorte está no extremo Noroeste de Mato Grosso, onde o cerrado faz a transição com a floresta amazônica e tem acesso pela MT-170. Emancipada política e administrativamente em 1989, a cidade teve na última década um crescimento populacional de 31%, saindo de 15,3 mil moradores em 2010 para 20,1 mil em 2020, de acordo com o IBGE. 

Nos últimos anos, seguindo uma tendência registrada em toda a região, a cidade tem experimentado um crescimento acelerado do agronegócio. O cultivo da soja, do milho e do algodão é o mais novo ciclo econômico do município e a perspectiva é que a atividade agrícola ganhe cada vez mais espaço. “Brasnorte iniciou há muitos anos na madeira e depois pecuária, mas hoje está na fase de transição para a agricultura”, comenta o prefeito Edelo Ferrari.

Eleito em 2020 para o seu primeiro mandato, Ferrari tem pela frente alguns desafios a serem superados, especialmente no setor de logística e de urbanismo. “Faltava, e ainda falta, um pouco de infraestrutura para estradas, mas a gente vai buscar resolver essa situação para dar suporte para o agricultor tirar sua produção e receber adubo e outros insumos”, garante o prefeito.

Uma das propostas é pavimentar 18 quilômetros da MT-242, entre a MT-170 e o rio do Sangue, obra que, de acordo com o prefeito, está em fase de elaboração de projeto para que possa ser firmado convênio com o Governo do Estado para sua execução.  

De acordo com Ferrari, serão feitos investimentos também na área urbana em pavimentação e drenagem para que, além de melhorar para a população local, possam ser ofertadas melhores condições para quem pretende investir na cidade. 

“Estamos, nesse início de mandato, numa gestão econômica para fazer caixa e depois acelerar os projetos elaborados pela prefeitura e também por parceiros, para serem apresentados ao Governo”, diz. “Uma das grandes reclamações dos agricultores eram as estradas: pessoas querendo produzir, mas não tinham estradas. Agora a gente vai dar esse suporte”, garante o prefeito.

Os investimentos que deverão ser feitos pelo Município contemplarão, além da pavimentação, conservação e a manutenção das estradas, setores como saúde e educação. 

 

Celeiro de produção

A madeira e o boi continuam ocupando lugar importante no portfólio econômico da cidade, mas a produção de grãos e de pluma têm sido a grande vedete nos últimos anos. 

De acordo com dados do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, em 2020 foram cultivados no município 369 mil hectares de lavouras, sendo 99 mil de milho, 241 mil de soja, 9 mil de algodão, 10 mil de girassol, 8,3 mil de feijão e 2,5 mil de arroz. O rebanho bovino ficou em 431 mil cabeças. 

“Temos grandes extensões de área, terras férteis e planas onde se produz tudo que se plantar, boa de água, clima favorável. Então, Brasnorte com certeza vai ser o celeiro de Mato Grosso”, Edelo Ferrari, prefeito de Brasnorte

Em Brasnorte a agricultura ainda tem espaço para crescer. Calcula-se que as áreas com pastagem são o dobro das que já estão sendo utilizadas para o plantio de lavouras. Essa oferta de áreas para o cultivo pode transformar o município, em um curto espaço de tempo, em um grande celeiro de produção de grãos e de proteína animal.

“Temos grandes extensões de área, terras férteis e planas onde se produz tudo que se plantar, boa de água, clima favorável. Então, Brasnorte com certeza vai ser o celeiro de Mato Grosso”, aposta o prefeito. 

 

Economia em crescimento

Em 2020, a produção agrícola do município teve um incremento de mais de 37% em relação a 2019, com o Valor Adicionado, que é o resultado da soma total das saídas menos as entradas, saltando de R$ 577,1 milhões para R$ 794,1 milhões. 

Apesar da crise provocada pela pandemia da Covid-19, em 2020 a economia do município como um todo registrou crescimento de 11,9%, com o Valor Adicionado chegando a R$ 1,2 bilhão contra R$ 1,08 bilhão em 2019. 

“A questão é: cada vez mais aumentando a produção rural e, juntamente com a industrialização, vai aumentar o V. A. É isso que vai fortalecer o município”, explica Jair Enzweiler, coordenador do Índice de Participação do Município. 

 

Lavoura em expansão

Quem viaja pela MT-170, uma das principais vias de Brasnorte, pode perceber e comprovar que a agricultura vem ganhando cada vez mais força. Nas muitas fazendas que margeiam a rodovia, ainda é possível ver entre as plantações de soja e milho, restos de cercas ou de currais demonstrando que até pouco tempo era o gado que reinava nessas áreas. 

Essa transição da pecuária para a lavoura vem sendo registrada ao longo dos últimos seis anos e ganhou força nos últimos três, quando, incentivados pelos ótimos preços das commodities, produtores resolveram investir na agricultura. 

E a tendência é que as áreas exploradas com lavouras aumentem ainda mais nos próximos anos. Cultivando 13,5 mil hectares com soja, milho e arroz, o Grupo Apolinário é um dos que planeja aumentar o plantio na Fazenda Curupari, localizado no Distrito de Água da Prata.

Atualmente o Grupo planta 7 mil hectares de soja, 5,5 mil de milho e 1 mil de arroz. A proposta é chegar a 15 mil hectares cultivados com a soja. Nas áreas onde é plantado o milho, o Grupo faz a integração com a pastagem e assim consegue fazer a chamada terceira safra. 

De acordo com o prefeito Edelo Ferrari, muitos produtores estão comprando terras em Brasnorte para plantar soja e milho, outros estão arrendando áreas de pastagens. E, segundo ele, ainda há uma boa oferta de áreas para serem comercializadas. “Em relação a Sorriso e Nova Mutum, Brasnorte o preço ainda é muito atrativo”, diz ele. 

Mas, segundo o prefeito, o valor da terra em Brasnorte já começa a subir, reflexo da boa procura por áreas para plantio. “Está aumentando dia-a-dia. Ano passado era uma realidade de preço, esse ano já é outra”, diz. “E a tendência é de valorizar cada vez mais”, completa. 

Gleba Tibagi: Regularizar para produzir

A Gleba Tibagi é um dos maiores assentamentos da Reforma Agrária do Brasil. Criado há mais de 20 anos, tem 139 mil hectares distribuídos a mais de 120 pequenos produtores assentados em áreas que variam de 80 a 100 hectares. 

A região, que é forte na pecuária de corte e de leite, é apontada como uma das mais promissoras para o cultivo da soja e do milho no município, culturas que já podem ser vistas em várias propriedades. 

Mas o avanço dessas commodities na região esbarra na falta de regularização fundiária. Sem o título de posse definitiva dos lotes, os produtores não conseguem acesso a linhas de créditos, o que dificulta o custeio das lavouras. 

Quem cultiva na Gleba, o faz com recursos próprios. É o caso de Gilberto Pitrowski. Ele e mais dois sócios têm 300 hectares de área divididos em pastagem e lavoura. Em 2020 Pitrowski cultivou 40 hectares de milho e para este ano ele e os sócios querem cultivar 100 hectares. 

 

“Tudo que fizemos até hoje foi com recursos próprios. Se tivesse o título ou um meio de acessar bancos, para nós seria mais fácil”, Gilberto Pitrowski, produtor na Gleba Tibagi

Para ele, se houvesse a regularização, muitos outros produtores da Gleba investiriam na soja e no milho. “Tudo que fizemos até hoje foi com recursos próprios. Se tivesse o título ou um meio de acessar bancos, para nós seria mais fácil”, afirma. 

Pitrowski aponta que o plantio de lavouras na Gleba Tibagi é uma atividade viável e deve se consolidar desde que haja meios de financiar a produção. “Todos os parceleiros esperam pelo crédito. Tendo crédito, vai caminhar para esse rumo”, acredita.  

Pelos cálculos da Prefeitura, essa consolidação abriria mais cerca de 800 a 1.000 hectares de lavouras e impactaria em vários outros setores da economia. 

Comerciante na Vila Nova, uma das comunidades que fazem parte da Gleba Tibagi, Fábio Renato de Freitas tem acompanhado a evolução das do plantio de grãos na região. 

Olho: “A agricultura para nós é uma alavanca muito forte” – Fábio Renato de Freitas, comerciante na Vila Nova

Nos últimos três anos ele tem percebido que as áreas cultivadas têm aumentado na Gleba. Com isso ele espera que o movimento no seu comércio aumente também. “A agricultura para nós é uma ‘alavanca’ muito forte; para a vila, para o município, para tudo. Vai levantar nós aqui”, diz ele.

De acordo com o prefeito Edelo Ferrari, a Administração Municipal está trabalhando para regularizar a Gleba Tibagi. “A gente se cadastrou agora naquele programa Titula Brasil, então tem uma grande chance de nesses dois anos sair essa regularização”, espera ele. 

 

Verticalização da produção

Como o cultivo da soja, do milho e do algodão é uma atividade relativamente nova no município, Brasnorte ainda não conta com grandes indústrias de transformação desses produtos, mas conta com algumas empresas de pequeno, médio e grande porte que atuam em outros segmentos. 

Uma das grandes empresas instaladas no municípo é a JBS, gigante do setor de proteína animal que inaugurou em 2020 uma moderna planta no em Brasnorte, onde são abatidos entre 300 e 350 animais por dia com perspectiva de ampliação para entre 600 a 700 cabeças. Com investimentos de R$ 70 milhões, a unidade gera atualmente 280 postos de trabalho. 

A entrada em funcionamento do frigorífico aumentou a oferta de empregos na cidade, atraiu novos moradores e aqueceu o mercado imobiliário local, principalmente o de locação. “Inclusive hoje temos um déficit habitacional e estamos buscando parcerias com o Governo e com investidores que queiram fazer casas para vender em Brasnorte”, informa Ferrari.  

Outra grande empresa instalada no município é a Bernek Laminados e Serrados, uma gigante do setor madeireiro e que também atua na produção de grãos e na criação de gado. 

 “Com o aquecimento da economia e a expansão da agricultura, o momento para investir em Brasnorte é agora”, Edelo Ferrari, prefeito de Brasnorte

Na cidade existem ainda várias empresas de pequeno e médio porte que atuam no setor frigorífico, madeireiro, de produção de tijolos, na fabricação de móveis, portas e janelas. O comércio é variado e supre a necessidade dos consumidores. 

Mas ainda há espaço para mais, seja no comércio, na indústria ou na prestação de serviços. “Quem quiser vir para Brasnorte, o momento é este”, diz o prefeito. “O pessoal está com ânimo, com vontade, com garra para trabalhar e nós também vamos trabalhar muito para melhorar nosso município e para atrair investidores em todos os ramos”, completa.

Incentivos

Para o empreendedor que pretende investir em Brasnorte, a Administração Municipial disponibiliza alguns incentivos. De acordo com a viabilidade econômica do projeto, o investidor poderá ser contemplado com isenção fiscal, terraplanagem e até mesmo terreno.

Ainda este ano a Prefeitura planeja iniciar a distribuição dos lotes da primeira etapa do distrito industrial, que tem 90 hectares de área e está em fase de regularização.

Uma das empresas que deverá ser beneficiada com uma área de 5 hectares no distrito industrial para a instalação de um laticínio, é a Cooperativa Mista Água da Prata, formada por produtores de leite de três comunidades rurais. 

 

A Logística e a Ferrovia

Brasnorte é um dos municípios do noroeste de Mato Grosso que estão na rota da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), considerada importante corredor para o escoamento da produção agrícola do estado através do porto fluvial de Porto Velho (RO). 

Além da passagem dos trilhos, o projeto de construção da ferrovia prevê a implantação de um terminal de embarque no entroncamento da BR-364 com a MT-170, a cerca de 90 quilômetros da área urbana de Brasnorte. 

A consolidação desse importante modal representará um grande avanço na logística de Brasnorte, pois, além de favorecer o escoamento da produção, facilitará o recebimentos de insumos.

A passagem da ferrovia e a construção do terminal de embarque são apontadas pelo prefeito como mais um fator positivo para a economia de Brasnorte. “A tendência é melhorar muito porque vai diminuir a questão do frete, então vai atrair mais investidores, com certeza. E vai melhorar a rentabilidade do agricultor”, diz. 

Outro ponto favorável para o município quando o assunto é a logística é a sua localização. Brasnorte está a pouco mais de 400 quilômetros de Sinop, onde será implantado o terminal de embarque da Ferrogrão, o que favorecerá o escoamento da produção agrícola para o porto de Miritituba, em Itaituba, no Pará. 

A cidade está também a 500 quilômetros de Lucas do Rio Verde, onde será instalado o terminal da Ferrovia Norte-Sul, que fará a ligação entre o Mato Grosso e o Porto de Santos, em São Paulo. 

 

Turismo 

O turismo em Brasnorte é favorecido pelas belezas naturais e pelo fácil acesso a elas. Um dos atrativos é o rio Juruena, na divisa com Juína, por onde se chega pela MT-170 e onde há praias de areia branca e águas límpidas tanto nas margens quanto em ilhas, que podem ser acessadas facilmente de barco. 

O rio largo e caudaloso favorece passeios náuticos e a pesca. Há também uma pequena estrutura para recepcionar o turista, com aluguel de lanchas, lunge flutuante e banana boat. O atrativo fica a 95 quilômetros da cidade.

Outro ponto bastante visitado por moradores e turistas é a Pousada Trairão, no rio do Sangue, onde existe também uma pequena estrutura, como píer, garagens para barcos e uma pequena praia. 

Distante 18 quilômetros da área urbana, com acesso pela MT-242 – que ainda não é pavimentada, o local sediou por vários anos o Festival de Pesca Trairão, que fazia parte do Campeonato Estadual de Pesca e reunia centenas de participantes. 

 

Desenvolvimento atrai empreendedores

O momento econômico vivido por Brasnorte fez com que milhares de pessoas deixassem suas regiões de origem e escolhessem a cidade para investir e começar uma nova fase. 

Uma dessas novas moradoras é a advogada Tatiza Mayara de Azevedo, 32 anos. Em 2017 ela e o marido, que é pecuarista, deixaram Santa Fé do Sul, cidade com cerca de 40 mil habitantes localizada na região de São José do Rio Preto (SP) e se mudaram para Brasnorte.

O esposo de Tatiza, que já tinha parentes na cidade, adquiriu terras no município e ela instalou um escritório de advocacia na área central. “A cidade tem uma área muito grande em questão de desenvolvimento. Eu acredito que a cidade me despertou e eu achei que tinha um campo pra mim que iria me ajudar bastante”, diz ela.

Formada há 9 anos, Tatiza acredita que Brasnorte tem um grande potencial de crescimento em vários setores da economia. “Nesse tempo que estamos aqui a gente viu muita mudança. Eu vejo essa evolução. Com todo mundo que você conversa e que é de fora e veio junto com a gente, nessa leva, todos falam que veem essa evolução”, diz. 

O casal Renato Moreira Rodrigues Meireles e Patrícia Meireles, ele dentista e ela arquiteta, trocou Tangará da Serra por Brasnorte há cerca de 5 anos. A escolha por morar no município foi por questões profissionais. E acertaram. “Desde que veio pra cá ele só foi alcançando crescimento, tanto do nome dele quanto da cartela de clientes”, destaca Patrícia.

Para ela, que ainda mantém um escritório em Tangará da Serra, Brasnorte também foi boa. Segundo a arquiteta, a demanda de clientes é praticamente a mesma da antiga cidade em que morava. 

Nesse período que está em Brasnorte, Patrícia afirma que a cidade mudou não só economicamente como culturalmente em se falando de arquitetura. “Antigamente as pessoas ainda faziam muita casa por conta, não tinha essa cultura de procurar um profissional. E hoje a gente vê que isso mudou, até pela demanda que a gente tem”, constata. 

E com essa mudança de postura da população, Patrícia teve que contratar mais uma arquiteta. E o sócio com quem ela divide o escritório em Tangará deverá se instalar em Brasnorte devido ao crescimento da cidade. “Foi um bom negócio ter vindo pra cá. Não me arrependo e os meus planos são continuar por aqui”, afirma. 

Fábio Aguiar Lima mudou-se de Tangará da Serra para Brasnorte há 10 anos para investir. “A ideia era procurar um lugar novo, que estivesse se desenvolvendo e que tivesse um potencial grande”, lembra. 

Ele lembra que viajando pela região, percebeu que Brasnorte, mesmo com um potencial igual ou até melhor que o de municípios da região, não havia se desenvolvido. E foi justamente esse pouco desenvolvimento constatado à época que o fez acreditar e empreender na cidade.

Primeiro ele investiu em uma propriedade de 100 hectares aproveitando o preço da terra. Há quatro anos, percebendo o crescimento da agricultura proporcionado pela chegada de médios e grandes produtores, ele decidiu abrir uma empresa de venda de peças agrícolas e implementos. 

O hoje pecuarista e empresário, garante não ter se arrependido de ter acreditado no município. “Eu tenho certeza que apostei certo, apesar de ter vindo dez anos atrás, mas eu acho que foi necessário eu ter ficado cinco, seis anos na dúvida se voltava, se ia embora. Mas eu falei: ‘não, já que estou aqui vou ficar’. E de quatro anos pra cá o município tem correspondido”, afirma. 

E expectativa de Fábio é que Brasnorte continue com esse ritmo de desenvolvimento. “Tem tudo para crescer pela diversidade de clientes, de agricultura e de segmentos. Brasnorte é soja, é milho, algodão, é gado leiteiro, uma pecuária [de corte] muito forte. A gente pensava que com a chegada da agricultura a pecuária fosse acabar, mas foi o contrário, fez foi potencializar”, observa. “A agricultura está transformando Brasnorte”, completa.  

Há três anos, Adão dos Santos Cardoso trocou Campo Novo do Parecis, por Brasnorte para implantar um posto de combustível e uma distribuidora de óleo diesel (TRR). 

A troca, segundo ele, foi pelo desenvolvimento que a cidade começava a registrar à época e pela logística favorável, já que Brasnorte é ligada por rodovias à Campo Novo do Parecis, Brianorte, Lucas do Rio Verde, Juína e Juara. 

Com suas empresas funcionando há um ano e meio, ele garante que não se arrependeu de ter apostado na cidade. “Tá bom, não dá pra reclamar não”, diz ele. “Tem bastante produtores novos vindos, transformação grande de pecuária para lavoura. Dentro de cinco anos vai mudar muito essa região”, completa.  



 

Brasnorte em Números

População: 20,1 mil habitantes

Valor Adicional: R$ 1,2 bilhão

Área Cultivada: 369 mil hectares

Área do Município: 15,9 mil km2

PIB per capita (2018): R$ 50,1 mil